Entrevista com Sabrina Martinez

Olá Pessoal,

Separamos hoje uma entrevista muito legal feita pela revista “In-Traduções revista do programa de pós-graduação em estudos da tradução da UFSC (ISSN 2176-7904)” por Rafael Matielo e Thaís Collet, com Sabrina Martinez, tradutora para Legendas.

Quem gosta do assunto e tem interesse em saber mais, a Sabrina fala de seu trabalho na empresa Gemini Media, alguns softwares usados e ainda dá dicas para quem quer entrar no mercado de legendagem.

Enjoy!!

Entrevista com Sabrina Martinez

Rafael Matielo (UFSC-PGI) e Thaís Collet (UFSC-PGET)

rafaelmatielo@yahoo.com.br

thais_collet@hotmail.com

Apresentação

Sabrina Martinez é tradutora para legendas, com grande experiência na área de legendagem. Em sua formação acadêmica, realizou primeiramente bacharelado em Comunicação Social – Jornalismo (1992) e logo migrou para a área da tradução: em 1994 realizou um curso de extensão em Formação de Tradutores (720 horas), é especialista em Tradução (2002) e mestre em Estudos da Linguagem (2007), todos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio).

Em sua dissertação de mestrado escreveu sobre a “Tradução para legendas: uma proposta para a formação de profissionais”, para a conclusão da especialização escreveu o trabalho intitulado “Monteiro Lobato: tradutor ou coautor?”. Também possui um artigo sobre Monteiro Lobato publicado pela revista Tradução em Revista.

Sabrina Martinez trabalha no mercado de legendagem desde 1995. Além de traduzir para legendas, atua na formação de tradutores, dando aulas de tradução para legendas em cursos livres e de graduação. Atualmente é diretora de Tradução Audiovisual da empresa Gemini Media.

In-Traduções (IT): Como começou seu interesse pela tradução para legendas? Sabrina Martinez (SM): Foi durante a faculdade de Comunicação Social. Eu estagiava no Jornal da PUC e fui cobrir uma palestra da Monika Pecegueiro do Amaral.1 Ela falava com tanto entusiasmo da legendagem que me contagiou. Percebi então que era aquilo que eu queria fazer, e não ser jornalista.

(IT): O que você considera mais desafiador em relação à tradução para legendas?

(SM): Lidar com as limitações de tempo e espaço e o fato de o espectador ter acesso ao original e à tradução simultaneamente. Como as limitações exigem uma redução – às vezes radical – do original, os espectadores leigos muitas vezes se irritam e julgam a tradução errada.

(IT): Como você lida com as críticas feitas às legendas, principalmente aquelas vindas de um público que muitas vezes não conhece as tecnicalidades envolvidas no processo?

(SM): Quem trabalha com legendas está acostumado às críticas. Sempre que possível tento argumentar e educar aqueles que criticam.

(IT): No caso de programas de uma área especializada, sejam eles documentários ou programas de ficção (como os inúmeros seriados que utilizam terminologia específica de uma área profissional) o tradutor é especializado? Tem auxílio de profissionais da área? Utiliza dicionários técnicos? O tradutor organiza seu próprio glossário?

(SM): Em minha opinião, os tradutores de programas de temática específica devem ser especialistas em legendagem, não na especialidade do programa. Eu traduzo, por exemplo, o seriado “House” e não sou médica. Modestamente, não acho que um médico traduziria melhor, nem mais rápido. O mais importante na legendagem é a tradução, é saber como lidar com as dificuldades que a modalidade impõe, é ter um texto bom, claro, conciso. É claro que a precisão vocabular também é vital para o bom resultado do trabalho e, para atingir isso, o tradutor recorre a pesquisas, glossários, dicionários e consulta profissionais da área.

(IT) Na tradução dos seriados, um único tradutor fica responsável ou vários trabalham durante uma temporada?

(SM) O ideal é que o mesmo tradutor fique responsável por traduzir uma série inteira, ou pelo menos uma temporada inteira. Se não for possível, devido aos prazos e/ou outros compromissos assumidos pelo tradutor, na Gemini nós escalamos os revisores por série. Ou seja, um único revisor fica responsável por revisar todas as traduções de um mesmo seriado.

(IT): Geralmente, qual o prazo que o profissional tem para entregar a tradução de um episódio?

(SM): Depende do tempo de duração do episódio, da disponibilidade do tradutor e da rapidez dele. Uma boa média de produção é de meia hora por dia.

(IT): Alguns autores como Gottlieb (1998) e Georgakopoulou (2009) tratam da tradução feita a partir de legendas em inglês já marcadas (pivot subtitles ou Genesis file), para baratear as produções e também acelerar o processo. Essa técnica é utilizada no Brasil? A empresa Gemini Media a utiliza?

(SM): Esse recurso é usado para simplificar e baratear a produção de DVDs. Se um DVD é lançado com legendas em 04 línguas, por exemplo, as legendas em todas as 04 línguas devem ser sincronizadas para que, se o telespectador quiser mudar de uma língua para outra, ele não perca conteúdo. Geralmente as pivot subtitles são marcadas em inglês e enviadas para os tradutores das outras línguas. Além disso, esse recurso também pode ser usado para que tradutores que têm dificuldade de assimilar a parte técnica da legendagem (a marcação de legendas, o manuseio de programas de legendagem) possam trabalhar com um arquivo pré-timeado, ou seja, com as legendas já marcadas para ele. A Gemini usa esse recurso, sim, porém, em escala muito reduzida.

(IT) Legendador ou legendista? Legendação ou legendagem? Em inglês temos um termo único: subtiling e subtitler. No entanto, em português, Alvarenga (1998, p. 216 apud ARAÚJO, 2006, p. 3) usa “legendista” para o profissional que faz a tradução e “legendador” para o profissional que grava as legendas; “legendação” é usado para a tradução e “legendagem” para todo o processo, incluindo a marcação, revisão e gravação.

(SM) Bom, vamos lá. A Lina (Lina Alvarenga) defende que se use o termo “legendista” para o tradutor e “legendador” para o técnico, como você mesma explicou. O objetivo é diferenciar as duas atividades e também valorizar o trabalho do tradutor. Essa terminologia tem sido usada em trabalhos acadêmicos, mas no mercado o termo “legendista” não pegou. Aliás, nem “legendador”. Chama-se o profissional simplesmente de “tradutor”. “Legendação” eu nunca ouvi, a não ser nos trabalhos acadêmicos de Vera (Vera Lúcia Santiago Araújo) e Lina (Lina Alvarenga). O processo técnico de gravação das legendas na fita ou de exibição das legendas é chamado de “legendagem”.

(IT) Em sua dissertação de 2007, você comentou que o sistema de marcação por um timeador era o mais comum no mercado de São Paulo. Qual é a realidade atual no Brasil? Com o surgimento de novos softwares já é possível o tradutor fazer todo o processo?

(SM) Quanto ao processo de marcação, pelas minhas pesquisas de 2007, em SP o esquema mais comum naquela época era uma pessoa (o tradutor) ficar responsável pela tradução e outra (o marcador), pela marcação, ou timing, das legendas. Seria interessante pesquisar o que acontece hoje em dia. No Rio de Janeiro ainda é mais comum o próprio tradutor fazer a marcação das legendas também. Note que sempre foi possível o tradutor realizar todo o processo. Não foi o fato de recentemente terem surgido softwares mais avançados que permitiu isso. Em minha opinião, o ideal é que o tradutor domine todo o processo de tradução para legendagem.

(IT) Quais os softwares utilizados atualmente pelos profissionais da área?

(SM) Os softwares mais utilizados hoje em dia são: Subtitle Workshop, Horse, SoftNI, Transtation/Subt-it.

(TC): Você tem mestrado em Tradução. Você acredita que a formação acadêmica (graduação, especialização, mestrado, etc.) pode ser benéfica para aqueles que trabalham com legendagem? Seria ela indispensável?

(SM): Dou aulas de legendagem em nível de graduação e em cursos livres e posso afirmar que a formação é muito benéfica para quem deseja seguir a carreira de tradutor de legendas. Além disso, o estudo de legendagem tende a acelerar a inserção do profissional no mercado. Mas não acho que a formação acadêmica seja indispensável. Há ótimos tradutores de legendas que são formados em Direito, Comunicação, Cinema, Artes Plásticas…

(TC): Quais conselhos e recomendações você daria às pessoas interessadas em ingressar nesse mercado de trabalho?

(SM): Como eu disse acima, o estudo tende a acelerar a inserção no mercado. Portanto, minha recomendação é que os interessados em legendagem procurem se aperfeiçoar na modalidade através de cursos.

Referências

ARAÚJO, Vera Lúcia. Santiago. O processo de legendagem no Brasil. Revista do GELNE, Fortaleza, v. 1/2, n. 1, p. 156-159, 2006.

GEORGAKOPOULOU, Panayota. Subtitling for the DVD industry. In: DÍAZ CINTAS, Jorge; ANDERMAN, Gunilla (Ed). Audiovisual translation. Language transfer on screen. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2009, 256 p.

GOTTLIEB, Henrik. Subtitling. In. BAKER, Mona (ed). Routledge encyclopedia of translation studies. London, Routledge, 1998. p. 244-248.

MARTINEZ, Sabrina. Monteiro Lobato: tradutor ou co-autor? Trabalho de conclusão de curso de especialização. RJ: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2002.

MARTINEZ, Sabrina. Tradução para legendas: uma proposta para a formação de profissionais. Dissertação de mestrado. RJ: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2007.

MARTINEZ, Sabrina. Monteiro Lobato: tradutor ou adaptador? Tradução em Revista (Online), v. 4, 2007ª, p. 1-17.

1

Monika Pecegueiro do Amaral tem anos de experiência em tradução de filmes para o cinema. Bacharel em Letras/Tradução, pela PUC-Rio, tem mestrado em Literatura Luso-Brasileira pela Universidade da Califórnia, Santa Bárbara/USA, é professora de Tradução de Cinema da Pós-Graduação Lato Sensu em Tradução da PUC-Rio, membro do SINTRA e sócia da ABRATES.

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101 Things a Translator Needs to Know

101 Things a Translator Needs to Know é um livro para tradutores iniciantes ou já experientes; ele reúne experiência de diversos profissionais especialistas desde a área técnica até a literária.

Para ler alguns trechos do livro ou comprá-lo, acesse: http://101things4translators.com/

29

Turning junk into gems

A good translator can usually find subtle ways of turning copy produced by a less capable writer into something easier to read and more convincing than the original. That’s often precisely what demanding clients want – even if they don’t say so up front. It’s part of the added value a skilled professional translator brings to the table.

But to be on the safe side, check with your buyer. Clarify the translation’s purpose and target readership. And give a few examples, so clients can see and understand how you might make their text sing – or stick with the awkwardness, if that’s what is really, truly required.

Falling back on a “garbage in, garbage out” defence is unlikely to endear you to anyone, especially if you trot it out after the event.

[...]

41

Understand
what the source text doesn’t say

Unless you’re truly proficient in your source language, you’ll never have the confidence to make your target text sound authentic. If you don’t detect the weak signals – that rather odd wording, for example; is it committee writing or a sign that your remarkably diplomatic authors have something to hide? – chances are you’ll play it safe and end up with something even odder in the target language.

Living in the country where they speak your source language is the best way to stay on top of things, but that’s obviously not an option for everybody. If it’s been years since you set foot in the country, you need to plan a trip. Maybe even a sabbatical. Or find another way to get back into the conversation before it’s too late.

[...]

62

The word is your oyster

Metaphors and idioms are a can of worms – unless you know the tricks of the trade:

  • Use the same image/idiom if it exists in the target language. That’s a piece of cake.
  • Replace with a corresponding target language phrase. What costs an arm and a leg in English costs your shirt in Swedish.
  • Replace with a simile. That often works like magic.
  • Replace with an equivalent expression that rings some of the same bells as the original. “The darling buds of May” are an enigma in many countries.

[...]

77

Plausibility dulls the mind

Post-editing a bad machine translation involves simple decisions: you either battle to make it better or advise that the text be retranslated from scratch.

The big challenge is reviewing a “good” machine translation. Everything looks right, but is it? Has the software read between the lines? Did it pick up the risqué innuendo? Has it remembered what was written three paragraphs before? Does the text flow? Is it compelling?

Watch out for the speciously well-formed sentence. There’s nothing like plausibility to dull the mind.

[...]

97

Professional ethics: clients

Most of the precepts behind professional ethics apply to everyday life: only occasionally does something arise which relates specifically to your job as a translator.

For client relations you must build trust by:

  • being honest about your qualifications, capabilities and responsibilities, and working within them;
  • negotiating agreed terms of business, and abiding by them. Most professional organisations offer model terms and conditions that can serve as a basis for your own;
  • keeping confidential information confidential.

….

That’s it for today!

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6 Portuguese Terms We Wish Existed in English

No último post falamos sobre palavras em inglês difíceis de traduzir e, para esse post vamos alterar o idioma para palavras em português.

Compartilharemos o texto do Dictionary.com. Espero que gostem!

Sometimes we’re at a loss for words, not because we’re speechless, but because no English term lends itself to the situation (or snack) at hand. At those times, we turn to other languages, celebrating them for the concepts we wish we could express so easily in English. Here are some of our favorite words from the Portuguese language.

Saudade
This untranslatable Portuguese term refers to the melancholic longing or yearning. A recurring theme in Portuguese and Brazilian literature, saudadeevokes a sense of loneliness and incompleteness. Portuguese scholar Aubrey Bell attempts to distill this complex concept in his 1912 book In Portugal, describing saudade as “a vague and constant desire for something that does not and probably cannot exist, for something other than the present.” He continues to say that saudade is “not an active discontent or poignant sadness but an indolent dreaming wistfulness.” Saudade can more casually be used to say that you miss someone or something, even if you’ll see that person or thing in the near future. It differs from nostalgia in that one can feel saudade for something that might never have happened, whereas nostalgia is “a sentimental yearning for the happiness of a former place or time.”

Futevôlei

Brazilians have inventively portmanteau’d the sports of volleyball and soccer together to create futevôlei, “footvolley,” beach volleyball played without hands. This sport rose to popularity in the 1960s on the beaches of Copacabana. One famous move called the Shark Attack involves players spiking the volleyball over the net with one foot.

Cafuné
Perhaps the secret to Brazil’s romantic image lies within the Portuguese language. “The act of caressing or tenderly running fingers through a loved one’s hair” is a mouthful mercifully avoided in Brazil with the term cafuné. This affectionate action can be applied to lovers and pets alike, as can the term chamego, which wraps up the senses of intimacy, infatuation, and cuddling, all in one term.

Farofa
A traditional Brazilian feast will come with a side of farofa. This dish consists of manioc flour toasted in butter, and usually mixed with finely chopped ingredients like bacon, eggs, or bananas. Brazilians generally serve farofa alongside other foods at a traditional barbecue, called a churrasco.

Tapioca
Though English speakers might think of tapioca as the dense balls found in pudding and bubble tea, the term can refer to something entirely different in Brazil. Often purchased from street carts, this snack is made of tapioca flour toasted until it forms a flat, round shape, filled with sweet or savory ingredients, and then folded in half. A popular treat among Brazilians is tapioca filled with shredded meat and cheese, or with coconut, condensed milk, and cinnamon.

Desenrascanço
The term desenrascanço, used in Portugual, roughly means “to disentangle yourself from a difficult situation using available means.” Some English speakers find a near translation of desenrascanço in the colloquial verb MacGyver, as in the Gizmodo headline “How NASA MacGyvered the Crippled Apollo 13 Mission Safely Home.” The eponymous verb MacGyver comes from the action/adventure show of the same name, first aired in 1985, in which the title character evades sticky situations by reconfiguring the limited resources at his disposal. For example, in one episode MacGyver fashions a trap using plywood, rope, water jugs, and a smoke detector to help him escape from a heavily guarded warehouse.

What are some of your favorite words from Portuguese?

Source: http://blog.dictionary.com/portuguese-terms/

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10 palavras em inglês que são difíceis de traduzir

Apesar de ser uma língua considerada universal e mais fácil do que muitas outras – incluindo o português – existem palavras em inglês que representam conceitos difíceis de traduzir para outras línguas. Inclusive, há centenas de palavras que são encontradas somente em inglês, sem correspondentes que as expressem suficientemente em outros contextos. O Dicionário de Inglês Oxford lista mais de 250.000 palavras distintas, não incluindo muitos termos técnicos ou gírias, o que torna o inglês uma das mais ricas línguas em termos de vocabulário. Como a cultura americana é muito conferida nesse lado do mundo, veja alguns exemplos de palavras que representam um desafio para tradutores:

1 – Pimp

A palavra “pimp” se refere ao verbo transitivo, não o substantivo. “Pimp” significa, aproximadamente, “decorar” ou “enfeitar”. Esse verbo se tornou popular em programas de TV como “Pimp My Ride” (que ajeitava carros antigos, parecido com o quadro “Lata Velha” brasileiro). Embora esse termo seja uma homenagem à cultura hip-hop e sua conexão com a cultura de rua, ele se tornou comum e mesmo padrão em uso comercial. A gíria espanhola “pompear”, usada em alguns países latino-americanos, evoluiu como uma derivação direta com um significado próximo.

2 – Auto-tuned

O mundo inteiro está familiarizado com aquela voz não natural, quase robótica, saindo de cantores ao longo dos últimos 10 anos ou mais. Qualquer música gravada é alterada para ter um som melhor. Tanto é assim que o inglês até inventou uma palavra para isso: auto-tuned. Muitos idiomas, entretanto, não tem um correspondente ainda. O adjetivo descreve um cantor cujas imprecisões, erros e falta de sintonia foram digitalmente disfarçados para parecer que ele executou a canção perfeitamente. Como é um termo relativamente novo, é praticamente intraduzível.

3 – Trade-off

Essa palavra faz parte da lista “não consigo explicar com menos de 5 palavras”. O termo descreve uma situação em que alguém tem que perder alguma qualidade em troca de outra qualidade. Trata-se de uma decisão em que a pessoa compreende totalmente as vantagens e desvantagens de cada escolha. O termo é particularmente difícil de traduzir em qualquer idioma sem o uso de muitas palavras ou a explicação explícita do cenário.

4 – Spam

Essa é uma das palavras que provavelmente todos sabem o significado, mas que não tem tradução e é usada em sua forma original em muitas línguas. A definição de spam é o uso de sistemas eletrônicos para enviar mensagens não solicitadas indiscriminadamente. Nenhuma outra língua tem uma palavra não derivada para este conceito. Spam é, também, um termo para uma carne enlatada.

5 – Bromance

Esse é uma espécie de termo retro que não está mais em uso. Cunhado na década de 90, descreve uma relação muito íntima, mas não sexual, entre dois ou mais homens. Em muitas culturas, incluindo a americana, bromance é confundido com homossexualidade e, portanto, nenhuma outra cultura cunhou um termo para descrever essa relação incomum. Embora o termo possa ser descrito na maioria dos idiomas, nenhuma outra língua além do inglês tem uma palavra para isso.

6 – Facepalm

Esse termo popular nos EUA descreve o gesto de por a palma da mão sobre o rosto, em uma demonstração de exasperação. O gesto é obviamente mundialmente conhecido mas, surpreendentemente, nenhuma outra língua além do inglês parece ter um termo original para esse ato bastante comum.

7 – Kitsch

“Kitsch” define toda arte que é considerada uma cópia inferior de um estilo existente. O termo também é usado de uma forma mais livre quando se refere a qualquer arte pretensiosa, desatualizada ou de mau gosto. Com a única exceção do alemão (de onde a palavra veio para o inglês), o termo é intraduzível para qualquer idioma.

8 – Gobbledygook

Essa palavra é definida como qualquer texto contendo jargão, ou inglês especialmente complicado, que resulta em um texto excessivamente difícil de entender, ou mesmo incompreensível. O termo foi cunhado em 1944 por Maury Maverick (na foto acima). Mesmo para os tradutores de literatura profissionais, essa palavra representa um desafio.

9 – Serendipity

“Serendipity” é qualquer descoberta inesperada, mas feliz. Você também pode chamá-la de achado sortudo, coincidência ou acidente. A palavra foi votada como uma das dez palavras em inglês mais difíceis de traduzir em junho de 2004, por uma empresa de tradução britânica. No entanto, devido ao seu uso sociológico, a palavra tem sido exportada para muitos outros idiomas.

10 – Googly

O “googly” é um termo do jogo de críquete. É um movimento complicado, um tipo de lançamento curvado com giro feito por um jogador com sua mão direita sobre o lado direito do corpo. O “googly” é importante no jogo em questão, mas é usado sem muita frequência porque sua eficácia é graças ao seu valor de surpresa. O termo é tão exclusivo do idioma inglês que o artigo da Wikipédia sobre ele não está disponível em qualquer outra língua. Se fosse para ser traduzido em outra linguagem, seria algo como “tiro curvado de críquete feito por um jogador com a sua mão direita”.

Fonte: http://hypescience.com

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Bilingualism

Do you think you are bilingual? Do you know what is it? Did you know that there are processes that explain how it works?

So if you like the topic read the article below:

What is Bilingualism?

The Bilingualism plays an important social and cultural role, in theory.

Bilingualism is not a phenomenon of language; it is a characteristic of its use.

This characteristic is present in almost every country of the world; in all classes of society and in all age groups. Actually it is difficult to find a society that is completely monolingual. It is probably true that no language group has ever existed in isolation from other language groups, and the history of languages is replete with examples of language contact leading to some form of bilingualism.

The most famous definition was offered by Uriel Weinreich, one of the fathers of bilingual studies “The practice of alternately using two languages will be called Bilingualism, and the person involved, Bilingual” The concept of bilingualism has become broader and broader since the beginning of the twentieth century.

But in fact how is be bilingual?

What is the definition of being bilingual?

There are extremely few people who really speak more than one language “like a native”. Generally, these are people who were raised as bilingual from infancy onwards. One language tends to be stronger and better developed than the other. This is described as the dominant language. It is not always the first or native language of the bilingual.

This broadening of the concept of bilingualism is due to realization that the point at which a speaker of a second language becomes bilingual is either arbitrary or impossible to determinate.

Since bilingualism is a relative concept, there is a distinction between ability in language and use of language. A person may be able to speak two languages, but tends to speak only one language in practice. Alternatively, an individual may regularly speak two languages but has a halting fluency in one language. People’s ability or proficiency in two languages may be separate from their use of two languages. This is sometimes referred to as the difference between degree (proficiency or competence in a language) and function (actual use of two languages).

The bilingual’s mastery of a skill, however, may not be the same at all linguistic levels. He may have a vast vocabulary but a poor pronunciation or a good pronunciation but imperfect grammar.

Literacy methods
Phonics (or synthetic)

The American linguist Bloomfield, phonic module proponent of this method, argues that language acquisition is a mechanical process, and, the child will always be encouraged to repeat the sounds that absorbs in the environment. This way, language would be the formation of the habit of imitating a model of sound. The uses and functions of language, in this case, are discarded as they are key elements not observable by the methods used by this theory, giving importance to the form and not the meaning.

Regarding the acquisition of written language, phonics is the intention of making the child internalize regular patterns of correspondence between sound and spelling through reading words of which them unconsciously infer the correspondences spelling / sound.

According to this thinking, the meaning would not enter the child’s life before she dominates the relationship, already described, between phoneme and grapheme. In this case, the writing would only serve to graphically represent the speech. This way, the function would be preceded by the way, would the dictates of the authors of the leaflets, as if they were holders of meaning, overlapping the reader, the text would serve only to be fleshed out, absorbing that meaning crystallized contained therein, and the error seen with high severity.

With regard to practice, it is observed that the teachers decide how and when children should learn and teach themselves to regular patterns, which are considered easier, going to the irregulars, which are considered more difficult, it is assumed that the child must master mode correct, taking into account the linguistic variety, the child must have prerequisites very well established to be deemed fit to written language.

Global method (or analytical)

Opposed to the synthetic method, questioning two arguments of this theory. One that concerns the way meaning is left out and others Who thought that the child would not recognize a Word without first recognizing its smallest unit.

The main feature that differentiates the synthetic method is the analytical starting point. While the first part of the minor component to the largest, the second part of a given higher for smaller units.  Justifying the analytical method, Nicolas Adam, responsible for their bases, Will make use of a metaphor, saying that when it has a coat to a child, it all shows up, not the collar, then the pockets, buttons etc.. Adam says that this is how a child learns to speak, so it must be the same way should learn to read and write, starting from the whole, breaking it, later, in smaller portions. For him, it was imperative to emphasize the importance that the child has not read and decipher what is written, that means she has the need to find an effective and affective meaning in words.

The analytical method breaks down into:

1. Words: relates to the study of words, without decomposing them immediately into syllables, so when the children know certain words, it is proposed that compose short texts;

2. Sentencing: sentences are formed according to the dominant interests of the room. Once exposed to a prayer, that Will be decomposed into words, then syllables;

3. Story: The fundamental Idea here is to make the child understand that reading is to discover what is written. Just as the previous arrangements, it aimed to decompose short stories in increasingly smaller parts: prayers, expressions, words and syllables.

Advantages and Disadvantages of Being Bilingual

For this topic we need to understand the second language acquisition of the speaker, in other words, to say what are the advantages or disadvantages of being bilingual we have to analyze how this person acquired a 2L (second language). There are two types of language acquisition: Natural or Simultaneous (It happens in early childhood, the children learn a language by hearing it without any especial courses etc.) and Artificial or Successive (It’s kind of a late bilingualism that happens when the person already has learned your mother language and needs a special course to learn the second language).

Taking as an example the Natural process the advantages are:

  • 1L and 2L develop grammatically, phonetically and phonologically in the same level.     *only if the child was exposed to the both languages in the same proportion.
  • The speaker takes more time to forget one of the languages because both “are his/her mother language”.

Disadvantages of Natural process:

  • The phonetic accent and the dialect are almost impossible to change, and it will interfere in the way that the speaker pronounces the other language. (try to picture a nordestino or a bahiano speaking English)
  • Disadvantages in this process will depend of how the child was exposed to both languages. (100% in English and 70% in Portuguese, generating the drop vocabulary)

Advantages of Artificial bilingualism over Natural process:

  • With a lot of training the speaker can change the dialect and accent to a standard language.

Disadvantages of Artificial bilingualism compared with Natural process:

  • The speaker can forget much more easily the second language if he/she doesn’t use it for a certain period of time.
  • A bilingual loses his/her ability to produce certain types of speech sounds in a foreign language.
  • It is harder to learn and understand the foreign grammar.

Summarizing, the disadvantages of being bilingual depends of how and how soon the person learns the second language; and the advantages are that the bilingual can express themselves better, they have a open mind and they have better employment opportunities by knowing two languages.

Bibliography:

SCOTTON, Carol Myers. “Multiple Voices: An Introdutuin to Bilingualism”

SOARES, Magda. Literacy and literacy. 2003. SENNA, Luiz Antonio Gomes (Org.) Literacy – principles and processes. Curitiba: IBPEX.

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A/an MBA

A/an MBA

Qual artigo devemos escolher?

A escolha do artigo correto pode gerar dúvidas neste caso, pois aqui não seguimos a regra:

“a” antes de consoante

“an” antes de vogal

Essa alteração se deve ao fato de que devemos levar em consideração o som das palavras, utilizando “a” antes de som de consoante e “an” antes de som de vogal. Como a letra M tem som de “em”, a escolha correta é “an MBA”.

Ao usar a sigla devemos optar por: an MBA

Ao usar por extenso devemos optar por: a Master of Business Administration degree

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Pardon anything

Aproveitando que estamos em ritmo de Copa do Mundo, indicamos este texto escrito pelo humorista Gregorio Duvivier para a Folha de São Paulo. A leitura mostra expressões comuns aos brasileiros que na maioria das vezes são literalmente (e mal) traduzidas para o inglês, sem significado nenhum, porém muitíssimo engraçadas. Have fun!

Pardon anything

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2014/06/1466925-pardon-anything.shtml

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Vocabulário Copa

Para essa semana preparamos algo voltado para a Copa.

Segue abaixo uma lista de vocabulário!

Vocabulário Copa:

FIFA : International Federation of Football

Futebol – football (a escolha segue o inglês britânico)

Campo – field

Bola – ball

Escalação – lineup

Jogo – match

Time – team

Gol – gol

Jogador – player

Goleiro – goalkepper

Defesa – defender

Ataque – attacker

Bandeirinha – assistant referee

Cartão vermelho – red card

Cartão amarelo – yellow card

Pênalti – penalty

Falta – foul

Impedido – offside

Empatado – tie

Trave – crossbar

Postes de meta – goal posts

Rede – net

Chutar – kick

Driblar – dribble

Tiro de meta – goal kick

Escanteio – corner kick

Cobrança – throw-in (left throw-in/ right throw-in)

Tiro livre – free kick

Aproveitem!

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A importância das Traduções em um evento como a Copa do Mundo

Estamos a poucos dias do início da Copa do Mundo no Brasil e deixando de lado a questão “Vai ter Copa X não Vai ter Copa” falaremos hoje de um ponto de extrema importância e que muitas vezes parece ser ignorado. Eventos como uma Copa do Mundo, como o próprio nome diz, envolvem pessoas do mundo inteiro e com isso pessoas se comunicando em diferentes idiomas. Não basta ser sede de um evento tão grandioso como este. É preciso ter preocupações para tal realização.

Volto a dizer que o ponto deste post não é defender ou não a Copa. Até porque adoro futebol, vou torcer muito pelo Brasil nesta Copa e acho que o momento do protesto para não haver uma Copa já passou faz alguns anos.

Então porque não se preocupar com as traduções e revisões de placas, menus de restaurantes, informativos, etc?

Encontramos alguns exemplos destas traduções (se é que podemos chamá-las de traduções) que nos mostram a total falta de preocupação com algo que deveria ser muito considerado: a importância das traduções.

Quando falamos em traduções, muita gente logo pensa que é algo simples, que qualquer pessoa que sabe um pouco do idioma conseguirá fazer, entre outros. Porém, fazer uma tradução é algo que requer estudo, prática e muita dedicação.

Não é simples como muitos pensam. O resultado de se pensar assim é o que podemos ver abaixo. Traduções sem o mínimo de sentido e que perdem o seu principal papel: comunicar.

As pessoas que lerão isso para tentar se orientar, para entender o que precisam pedir ou para onde devem ir não conseguirão entender nada e muitas vezes entenderão o que não é!

Nós, profissionais desta área, lamentamos e desejamos boa sorte para todos que dependerão destas traduções para conseguir se comunicar!

Joanna Niero

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EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS (IDIOMS)

Este post complementa o documento sobre Língua e Cultura, assim como o que já publicamos sobre expressões.

A Língua Inglesa possui algumas armadilhas para quem não a fala como língua materna, dentre elas estão as Expressões Idiomáticas (Idioms), que são figuras de linguagem onde um termo ou a frase assume um significado diferente do que as palavras teriam isoladamente. Assim, não basta saber o significado das palavras que formam a frase, é preciso olhar para todo o grupo de palavras que constitui a expressão para entender o seu significado. As Expressões Idiomáticas trazem conotações diferentes, que, na maioria das vezes, estão relacionadas às suas origens. É importante salientar que os idiomatismos não foram criados para serem armadilhas para os falantes estrangeiros, pelo contrário, elas tornam o Inglês Falado (Spoken English) mais natural. Relacionamos abaixo alguns exemplos de Expressões Idiomáticas mais usadas pelos falantes nativos da Língua Inglesa. (http://www.solinguainglesa.com.br/conteudo/Expressoes1.php)

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É uma ótima opção para ficar por dentro dos idioms. Toda semana são disponibilizadas expressões idiomáticas em inglês e expressões equivalentes em português.

Have fun!

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