III Encontro “E por falar em tradução”

Dica especial de sexta-feira:

III Encontro “E por falar em tradução”

O Encontro será  de 01 a 03 de outubro no IEL – UNICAMP, Campinas.

Confira! A programação está interessante e reúne as diversas áreas de tradução com mesas redondas e oficinas.

Para mais detalhes, acesse:

http://www.iel.unicamp.br/evento/eporfalaremtraducao/index.html

Posted in Sem categoria | Tagged , , , , | Leave a comment

Tolstoy – Tolstoi

Hoje é o dia do aniversário de Tostoy!

É dia de celebrar o nascimento de suas obras que acredito que serão valorizadas por muitos e muitos anos. Ao falar de Tolstoy lembro-me no mesmo momento da obra “Guerra e Paz” e da minha aula de inglês sobre voz passiva:

“Tolstoy wrote War and Peace.”

“War and Peace was written by Tolstoy.”

E assim nasceu minha curiosidade sobre esse escritor russo. Aproveite o dia de hoje e selecione uma de suas obras para leitura ou releitura:

Guerra e Paz – War and Peace

Anna Karenina – Anna Karenina

A Morte de Ivan Ilitch – The Death of Ivan Ilyich

A Sonata de Kreutzer – The Kreutzer Sonata

Abraços,

Marina Olivetti

Posted in Sem categoria | Tagged , , , , | 3 Comments

NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA

NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA

Há uma ideia para simplificar a ortografia da língua portuguesa com a eliminação de tudo o que dificulta ou causa dúvidas na escrita. Estima-se que a reforma baratearia o ensino e mais pessoas seriam tidas como alfabetizadas. A língua é um patrimônio cultural, é carregada de história, ainda mais quando falamos da língua portuguesa. Será que simplificando a nossa língua escrita realmente mais pessoas poderiam mesmo ser consideradas alfabetizadas? Não seria mais lógico e correto criar leis que garantissem ensino com maior qualidade, mantendo a tradição da língua, ao invés de criar uma lei que modifica e empobrece a língua-pátria? Qual sua opinião sobre esse assunto?

(Karina A. Casagrande)

Uma comissão técnica do Senado Federal foi criada para estudar sobre novas mudanças ortográficas na Língua Portuguesa com a ideia de simplificar a ortografia, além de querer eliminar a letra “h” do início de palavras, quer também um pedaço do queijo, ou melhor, sugere a eliminação da letra “u” da palavra queijo.

Não se trata de posicionamento contra o Acordo Ortográfico, mas existe a consciência de que algumas de suas regras (como o uso de certas letras, o hífen, os acentos de pára/para, fôrma/forma) continuam dificultando e encarecendo o ensino. Levantamento feito por professores da Fundação Educacional do Distrito Federal indicam o gasto de 400 horas/aula com ortografia, do ensino fundamental ao médio, para decorar muito e aprender quase nada. É nesse tempo que nasce o desânimo e a crença de que português é muito difícil, criando o bloqueio gerador do analfabetismo funcional e causador do fato de que apenas 20% da população pode ser considerada plenamente alfabetizada. Esses mesmos professores calcularam que, com a simplificação de algumas regras, a ortografia seria ensinada mais eficazmente com apenas 150h/a, o que representa uma forte economia de tempo e dinheiro (R$ 2 bilhões/ano).

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, após ter recebido vários sinais de alerta, realizou duas audiências públicas, convidando as autoridades responsáveis pelo encaminhamento do Acordo Ortográfico e representantes das opiniões criticas repercutidas na sociedade, perante senadores como Cyro Miranda, Ana Amélia, Cristovam Buarque, Lídice da Mata, Paulo Bauer, Flávio Arns, Marisa Serrano e Augusto Botelho.

O que mudaria

- Sem “H”
Homem – Omem
Deixa-se de escrever o “h” no início das palavras porque ele não é pronunciado. Exemplos: oje, ora, istoria, etc.

- ”QU” SEM O “U”
Queijo – qeijo
Deixa-se de escrever o “u” porque não é pronunciado. Exemplos: qero, aqilo, leqe, etc.

- “CH” por “X”
Chá – xá
Somente a letra “x” poderia representar esse som. Exemplos: flexa, maxo, caxo, etc.

- “S” por “Z”
Exemplo – ezemplo
Somente a letra “z” seria usada para representar o som de Za, Ze, Zi, Zo, Zu. Exemplos: bluza, analizar, ezuberante, etc.

- Sem “SS”, “Ç”, “SÇ”, “XÇ” e “XC”
Amassar – amasar
Na nova proposta, os encontros consonantais acima seriam eliminados.

Fontes:

https://brasileirissimos.com/nova-reforma-ortografica-na-lingua-portuguesa/

http://simplificandoaortografia.com/

Posted in Sem categoria | Tagged , , | 1 Comment

TRANSFUSÃO 2014 – IV ENCONTRO DE TRADUTORES

Dica da semana:

De 04 a 07 de setembro será realizada a quarta edição do encontro de tradutores literários da Casa Guilhermina. O tema desse encontro será “Tradução e Estranheza”. Caso tenha interesse, as inscrições podem ser realizadas até amanhã, 02/09.

Aproveite!

Para maiores informações, acesse o link:

http://www.casaguilhermedealmeida.org.br/noticias/ver-noticia.php?id=58

Posted in Cursos, Dicas Spell | Tagged , , | Leave a comment

Tongue Twister

I cannot bear to see a bear
Bear down upon a hare.
When bare of hair he strips the hare,
Right there I cry, “Forbear!”

Posted in Sem categoria | Tagged , | Leave a comment

Análise Estrutural do Gato Preto – Um conto de Edgar A. Poe

O Gato Preto (The Black Cat) é um conto de Edgar Allan Poe, famoso autor, poeta, editor e crítico literário que fez parte do movimento romântico americano. O conto foi publicado em uma edição do “Saturday Evening Post” em 19 de agostos de 1843. É um estudo da psicologia da culpa, assim como muitas obras de Poe.

Caso vocês tenham interesse, o site “http://www.ufrgs.br/soft-livre-edu/vaniacarraro/files/2013/04/o_gato_preto-allan_poe.pdf“ disponibiliza sua obra na íntegra!!

Análise Estrutural de um conto de Edgar A. Poe

Por: Kamila do Nascimento Lopes

Conto: “O Gato Preto”

Questão: Qual é a relação/função proposta pelo autor, que o gato preto tem com o personagem principal dentro da obra?

Hipótese: Talvez o gato preto seja a consciência do personagem, seja o motivador de suas loucuras e insanidades, todo ser humano é composto pela perversidade, e é através desta que o personagem principal comete todos os seus crimes, o gato desperta no Homem o seu lado ruim e ao mesmo tempo compõe o seu lado bom, pois no fim da obra, é este gato que delata seu crime.

Descrição dos Elementos Estruturais:

Sequências:

S1: Para a muito estranha embora muito familiar narrativa… Impedi-lo de acompanhar-me pelas ruas.

S2: Nossa amizade durou,… E de aparência um tanto semelhante com que substituí-lo.

S3: Certa noite, sentado,… Sim, dormi, mesmo com o peso de uma morte na alma

S4: O segundo e o terceiro dia…  Eu havia emparedado o monstro no túmulo!

Funções cardinais:

F1: Salientei-me, desde a infância, pela docilidade e humanidade de meu caráter.

F2: Casei-me ainda moço e tive a felicidade de encontrar em minha mulher um caráter adequado ao meu.

F3: Tínhamos pássaros, peixes dourados, um lindo cão, coelhos, um macaquinho e um gato.

F4: Só eu lhe dava de comer.

F5: Tornava-me dia a dia mais taciturno, mais irritável, mais descuidoso dos sentimentos alheios.

F6: Não somente descuidei-me deles, como os maltratava.

F7: Tirei do bolso do colete um canivete.

F8: Arranquei-lhe um dos olhos da órbita.

F9: Fui despertado do sono pelos gritos de: “Fogo!”

F10: Entreguei-me então ao desespero.

F11: Vi, como se gravada em baixo relevo sobre a superfície branca, a figura de um gato gigantesco.

F12: Toquei-a com a mão

F13: O animal deu mostras de querer acompanhar-me.

F14: Comecei a sentir desperta-se em mim antipatia contra ele.

F15: Minha mulher chamara mais de uma vez a minha atenção para a natureza da marca de pêlo branco.

F16: Era agora, a imagem de uma forca.

F17: Nem de dia nem de noite era-me dado mais gozar a bênção do repouso.

F18: Ela me acompanhou para alguma tarefa doméstica.

F19: O gato desceu os degraus

F20: Quase me lançou ao chão.

F21: Descarreguei um golpe no animal.

F22: Detido pela mão de minha mulher.

F23: Enterrei o machado em seu crânio.

F24: Ela caiu morta.

F25: Muitos projetos me atravessavam a mente.

F26: Decidi emparedá-lo na adega.

F27: Senti-me satisfeito por ver que tudo estava direito.

F28: Procurar o animal.

F29: Dormi profunda e tranquilamente.

F30: O monstro abandonara a casa para sempre.

F31: Chegou à casa um grupo de policiais.

F32: Não senti o menor incômodo.

F33: Por fim, pela terceira ou quarta vez, desceram à adega.

F34: Os policiais ficaram inteiramente satisfeitos.

F35: Tornar indubitavelmente segura a certeza neles de minha inculpabilidade.

F36: Bati pesadamente com uma bengala que tinha na mão justamente naquela parte do entijolamento.

F37: Respondeu-me uma voz do túmulo.

F38: Uma dúzia de braços robustos se atarefava em desmanchar a parede.

F39: Ela caiu inteiriça.

F40: Sobre sua cabeça, estava assentado o horrendo animal cuja astucia me induzira ao crime.

F41: Eu havia emparedado o monstro no tumulo.

Catálises:

C1: Para a muito estranha embora muito familiar narrativa… São de causas e efeitos, bastante naturais.

C2: Gostava de modo especial de animais… E a fidelidade frágil do simples Homem.

C3: Este último era um belo animal… Ter-me vindo à lembrança.

C4: Enquanto isso o gato,… Simples fato de compreendermos que ela é a Lei?.

C5: Não tenho a fraqueza de buscar estabelecer… Com uma atenção muito ávida e minuciosa.

C6: Ao dar, a princípio, com essa aparição… Cedo a tal coisa ali situada.

C7: Durante algumas semanas… Quimeras que seria possível conceber.

C8: Para um objetivo semelhante… Recobri o novo entijolamento.

Informantes:

If1: Amanhã, morrerei.

If2: Certa noite.

If3: Certa manhã.

If4: Na noite do dia no qual pratiquei essa crudelíssima façanha.

If5: Visitei os escombros no dia seguinte.

If6: Durante meses.

If7: Certa noite.

If8: Durante algumas semanas.

If9: Na manhã seguinte à em que o trouxera para casa.

If10: Certo dia.

If11: O segundo e o terceiro dia se passaram.

If12: No quarto dia depois do crime.

Indícios:

I1: Para a muito estranha.

I2: Fidelidade frágil do simples Homem.

I3: Graças à diabólica intemperança.

I4: Coro, abraso-me, estremeço ao narrar a condenável atrocidade.

I5: E então, apareceu, como para a minha queda final e irrevogável, o espírito de perversidade.

I6: O espírito de perversidade, repito, veio a causar, minha derrocada final.

I7: Pratiquei essa crudelíssima façanha.

I8: E não desejo que nem mesmo um possível elo seja negligenciado.

I9: Um gato gigantesco.

I10: Era um gato preto, tão grande como Plutão.

I11: Este gato tinha uma grande, embora imprecisa, mancha branca.

I12: Era agora, a imagem de uma forca, terrível máquina de horror e de crime, de agonia e de morte!.

I13: Levando-me a odiar todas as coisas e toda a Humanidade.

I14: Exasperando-me até a loucura.

I15: O júbilo de meu coração era demasiado forte para ser contido. 

A análise estrutural do conto de Edgar A. Poe é baseada no modelo de análise proposto por Roland Barthes.

Podemos começar analisando as divisões das sequências que se dão no conto. Este conto foi dividido em quatro sequências: a primeira sequência (inicio do conto até F4), se dá no período de felicidade do personagem, ele ainda possuía a sua essência de docilidade, por consequência, a segunda sequência (de F5 até F11) inicia quando o personagem entra na fase de perversidade, a terceira sequência (de F12 até F29), desencadeia a busca por outro gato preto de modo a reverter à sensação de culpa do narrador-personagem e vai até a finalização de seu crime perfeito, já a quarta sequência (de F30 até F41) retrata o perfil de insanidade do personagem.

Através dos elementos nomeados como Funções cardinais (F1 à F41) podemos elaborar uma explicação mais abrangente do conto, essas funções têm como objetivo descrever as ações principais da obra, analisando assim, o que temos em primeiro e em segundo plano. É um conjunto de ações que descrevem a obra em um âmbito geral, sendo assim podemos comparar o número de funções cardinais que se dão dentro de uma sequência.

O número de funções encontradas na terceira sequência [S3] é relativamente superior do que em relação às encontradas na primeira sequência [S1] (18-4), uma vez que, a S3, relata toda a experiência do personagem com o novo gato preto e o crime cometido à sua esposa, o que dá pouca margem para os momentos descritivos que são as catálises (C1 até C8). Como contrabalança disso, as catálises encontradas na S1 são o dobro das encontradas na S3 (4-2). A última sequência [S4] não possui nenhuma catálise, apenas funções cardinais.

As catálises funcionam no conto como um tipo de explicação ou complementação das falas do narrador-personagem: ”Ao falar da inteligência dele (gato), minha mulher, que no íntimo não tinha nenhum pouco de superstição…” [C3] o exemplo se encaixa como um complemento à característica da mulher que não acreditava em superstição.

Muitos dos indícios (I1 à I15) encontrados no conto representam futuros encadeamentos para as futuras ações do personagem, em “Levando-me a odiar todas as coisas e toda a Humanidade” [I13] podemos concluir que no estado em que este personagem se encontrava, de total insanidade, e após dizer esta fala, para ele nada mais era relevante, ou seja, cometer um crime à sua mulher nada mais significou para ele do que a passagem da insanidade para um momento de paz e solidão.

Devemos levar em consideração também as escolhas feitas por Edgar A. Poe, a escolha de um gato preto, não foi feita com mera casualidade, tendo em vista todas as características de sua obra, podemos afirmar que o gato preto foi a escolha perfeita para o autor, uma vez que, o símbolo do gato preto traz consigo, a misticidade do animal, o mistério, seu poder de ter sete vidas, pode até ser por este motivo, que na obra, após a morte de Plutão, o outro gato preto aparece de forma misteriosa, traçando características parecidas com a do primeiro, como vemos nos indícios [I10, I11 e I12], diferenciando apenas pela mancha branca, que por fim tem o formato de uma forca, estabelecendo assim uma relação com o primeiro que morreu enforcado.

Quanto à temporalidade do texto, esta se dá de forma bastante imprecisa pelos Informantes (If1 a If12), o autor não prioriza as datas, como por exemplo, “Na manhã seguinte à em que o trouxera para casa” [If9], mas qual manhã? Não podemos afirmar nada, tudo que podemos fazer, é estabelecer uma relação entre ambos os gatos pretos, onde se segue uma cronologia, Plutão – Relação de carinho – Perversidade – Morte, que é renovada quando surge o outro gato preto.

Concluindo, podemos estabelecer grande relação entre todos os componentes da análise estrutural, existe um personagem principal que se relaciona com os demais, gato, esposa e os policiais, o conto desencadeia um drama muito bem estruturado, o que o torna um conto muito intrigante, que na maioria das vezes não dá margem para supostas explicações.

Posted in Sem categoria | Tagged , , , , , | 2 Comments

MBA no Reino Unido

Dica para quem tem interesse em fazer um MBA fora do país:

Conheça as oportunidades na University of Cambridge e City University London no MBA Tour.

Para se increver, acesse o site: http://www.thembatour.com/email/2014/Brasil-Aug-2014-mbatour-FK-Partners.html

Posted in Dicas Spell | Tagged , , , , | Leave a comment

DINAFON Meeting 2014

Dica:

O “1st International DINAFON Meeting 2014″ é um evento que ocorrerá de 18 a 21 de agosto, na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP, pela primeira vez aberto a estudantes, profissionais e docentes do mundo todo.

O evento contará com cursos, palestras e apresentações nacionais e internacionais nos temas de Fonética/Fonologia, Psicolinguística, Neurolinguística, Modelamento Computacional, Variação e Mudança Linguística, Aquisição de Linguagem (L1 or L2), entre outros.

Contando com amplo corpo docente internacional  e muitos participantes estrangeiros, o evento terá como objetivo estreitar contatos entre pesquisadores, incentivando a ciência Brasileira a andar lado a lado com os últimos avanços internacionais. Por tal razão, o inglês é a língua oficial do evento.

Para incrições e mais informações acesse: http://www.dinafon.iel.unicamp.br/eng/events/dinafon2014/main

Posted in Dicas Spell, Sem categoria | Tagged , , , , , , , , | Leave a comment

Membros da Academia Brasileira de Letras

Nas últimas semanas postamos publicações sobre escritores brasileiros. Em curto tempo perdemos três escritores renomados, sendo dois membros da Academia Brasileira de Letras (ABL): Ariano Suassuna e João Ubaldo Ribeiro.

Desta forma, há atualmente três cadeiras vagas que, de acordo com a ABL, para candidatar-se é preciso ser brasileiro nato e ter publicado, em qualquer gênero da literatura, obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livros de valor literário.

A ABL é constituída por 40 membros efetivos e perpétuos. Além deste quadro, existem 20 membros correspondentes estrangeiros. Os imortais são escolhidos mediante eleição por escrutínio secreto. Quando um Acadêmico falece, a cadeira é declarada vaga na Sessão de Saudade, e a partir de então os interessados dispõem de um mês para se candidatarem, através de carta enviada ao Presidente. A eleição transcorre três meses após a declaração da vaga.

Listamos abaixo os membros representantes das 40 cadeiras mostrando as três cadeiras vagas. É uma forma de revermos os nomes que ocupam a ABL, os que conhecemos, os que não conhecemos e também como uma forma de ler e reler obras importantes.

Cadeira 1:

Adelino Fontoura 1 Patrono
Luís Murat 1 Fundador
Ana Maria Machado 1 Atual

Cadeira 2:

Álvares de Azevedo 2 Patrono
Coelho Neto 2 Fundador
Tarcísio Padilha 2 Atual

Cadeira 3:

Artur de Oliveira 3 Patrono
Filinto de Almeida 3 Fundador
Carlos Heitor Cony 3 Atual

Cadeira 4:

Basílio da Gama 4 Patrono
Aluísio Azevedo 4 Fundador
Carlos Nejar 4 Atual

Cadeira 5:

Bernardo Guimarães 5 Patrono
Raimundo Correia 5 Fundador
José Murilo de Carvalho 5 Atual

Cadeira 6:

Casimiro de Abreu 6 Patrono
Teixeira de Melo 6 Fundador
Cícero Sandroni 6 Atual

Cadeira 7:

Castro Alves 7 Patrono
Valentim Magalhães 7 Fundador
Nelson Pereira dos Santos 7 Atual

Cadeira 8:

Cláudio Manuel da Costa 8 Patrono
Alberto de Oliveira 8 Fundador
Cleonice Berardinelli 8 Atual

Cadeira 9:

Domingos Gonçalves de Magalhães 9 Patrono
Carlos Magalhães de Azeredo 9 Fundador
Alberto da Costa e Silva 9 Atual

Cadeira 10:

Evaristo da Veiga 10 Patrono
Rui Barbosa 10 Fundador
Rosiska Darcy de Oliveira 10 Atual

Cadeira 11:

Fagundes Varela 11 Patrono
Lúcio de Mendonça 11 Fundador
Helio Jaguaribe 11 Atual

Cadeira 12:

França Júnior 12 Patrono
Urbano Duarte 12 Fundador
Alfredo Bosi 12 Atual

Cadeira 13:

Francisco Otaviano 13 Patrono
Visconde de Taunay 13 Fundador
Sergio Paulo Rouanet 13 Atual

Cadeira 14:

Franklin Távora 14 Patrono
Clóvis Beviláqua 14 Fundador
Celso Lafer 14 Atual

Cadeira 15:

Gonçalves Dias 15 Patrono
Olavo Bilac 15 Fundador
Marco Lucchesi 15 Atual

Cadeira 16:

Gregório de Matos 16 Patrono
Araripe Júnior 16 Fundador
Lygia Fagundes Telles 16 Atual

Cadeira 17:

Hipólito da Costa 17 Patrono
Sílvio Romero 17 Fundador
Affonso Arinos de Mello Franco 17 Atual

Cadeira 18:

João Francisco Lisboa 18 Patrono
José Veríssimo 18 Fundador
Arnaldo Niskier 18 Atual

Cadeira 19:

Joaquim Caetano da Silva 19 Patrono
Alcindo Guanabara 19 Fundador
Antonio Carlos Secchin 19 Atual

Cadeira 20:

Joaquim Manuel de Macedo 20 Patrono
Salvador de Mendonça 20 Fundador
Murilo Melo Filho 20 Atual

Cadeira 21:

Joaquim Serra 21 Patrono
José do Patrocínio 21 Fundador
Paulo Coelho 21 Atual

Cadeira 22:

José Bonifácio 22 Patrono
Medeiros e Albuquerque 22 Fundador
Ivo Pitanguy 22 Atual

Cadeira 23:

José de Alencar 23 Patrono
Machado de Assis 23 Fundador
Antônio Torres 23 Atual

Cadeira 24:

Júlio Ribeiro 24 Patrono
Garcia Redondo 24 Fundador
Sábato Magaldi 24 Atual

Cadeira 25:

Junqueira Freire 25 Patrono
Franklin Dória (Barão de Loreto) 25 Fundador
Alberto Venancio Filho 25 Atual

Cadeira 26:

Laurindo Rabelo 26 Patrono
Guimarães Passos 26 Fundador
Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça 26 Atual

Cadeira 27:

Maciel Monteiro 27 Patrono
Joaquim Nabuco 27 Fundador
Eduardo Portella 27 Atual

Cadeira 28:

Manuel Antônio de Almeida 28 Patrono
Inglês de Sousa 28 Fundador
Domício Proença Filho 28 Atual

Cadeira 29:

Martins Pena 29 Patrono
Artur Azevedo 29 Fundador
Geraldo Holanda Cavalcanti 29 Atual

Cadeira 30:

Pardal Mallet 30 Patrono
Pedro Rabelo 30 Fundador
Nélida Piñon 30 Atual

Cadeira 31:

Pedro Luís 31 Patrono
Guimarães Júnior 31 Fundador
Merval Pereira 31 Atual

Cadeira 32:

Araújo Porto-Alegre 32 Patrono
Carlos de Laet 32 Fundador
Ariano Suassuna 32 vaga

Cadeira 33:

Raul Pompéia 33 Patrono
Domício da Gama 33 Fundador
Evanildo Bechara 33 Atual

Cadeira 34:

Sousa Caldas 34 Patrono
J. M. Pereira da Silva 34 Fundador
João Ubaldo Ribeiro 34 vaga

Cadeira 35:

Tavares Bastos 35 Patrono
Rodrigo Octavio 35 Fundador
Candido Mendes de Almeida 35 Atual

Cadeira 36:

Teófilo Dias 36 Patrono
Afonso Celso 36 Fundador
Fernando Henrique Cardoso 36 Atual

Cadeira 37:

Tomás Antônio Gonzaga 37 Patrono
Silva Ramos 37 Fundador
Ivan Junqueira 37 vaga

Cadeira 38:

Tobias Barreto 38 Patrono
Graça Aranha 38 Fundador
José Sarney 38 Atual

Cadeira 39:

Francisco Adolfo de Varnhagen 39 Patrono
Oliveira Lima 39 Fundador
Marco Maciel 39 Atual

Cadeira 40:

Visconde do Rio Branco 40 Patrono
Eduardo Prado 40 Fundador
Evaristo de Moraes Filho 40 Atual

Para maiores informações, acesso o site:

http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=540

Posted in Sem categoria | Leave a comment

João Ubaldo Ribeiro

João Ubaldo Ribeiro

1941 – 2014

Como forma de homenagear João Ubaldo Ribeiro, selecionamos uma reportagem feita pela revista Veja em 2011 por Maria Carolina Maia.

Nessa reportagem, João Ubaldo comenta sobre o prêmio recebido em 2008 – Prêmio Camões: “Depois de mordido pelo Imposto de Renda, o prêmio não é o mesmo. É menos de um décimo do que um BBB recebe”.

Acredito que esse ponto por ele levantado deve ser refletido e questionado por todos. O que valorizamos nos tempos de hoje?

Seu último livro, O Albatroz Azul, saiu há dois anos. E agora o senhor está lançando um infanto-juvenil. Há algum romance em vista?
Eu estou tentando escrever (risos). Já tenho três começos escritos, de cerca de cinqüenta páginas cada um, para o livro. Cada um deles é diferente do outro, em maior ou menor proporção, mas o romance não embala, porque eu tenho tido muita solicitação, talvez porque 70 anos seja um número redondo, demonstração de longevidade, não sei… Sei que eu tenho tido uma série de convites para viajar e participar de eventos, e a maior parte deles é difícil ou impossível de recusar, seja porque tem algum amigo meu envolvido seja porque se trate de um evento assim que me interesse. Mas eu normalmente não gosto de ir, não, porque atrapalha o meu trabalho. Desconcentra e faz com que o romance em andamento, como me ensinou a dizer Rubem Fonseca, desande. É verdade: quando se volta a um romance abandonado, principalmente no começo, ele desanda, perde-se intimidade com os personagens. Então, eu nem sei se estou escrevendo realmente, porque estou nessa situação, pensando vagamente em fugir, me refugiar em algum lugar para poder escrever.

Que começos o senhor imaginou para esse novo livro?
Eu mesmo nem sei direito se estou escrevendo de fato um livro. Acho que ainda estou lidando com uma definição de ponto de vista, uma caracterização do narrador, coisa que me preocupa muito normalmente. Quando fiz A Casa dos Budas Ditosos (1999), me esforcei para criar a narradora. O livro é escrito em primeira pessoa por uma mulher, eu tive de me disfarçar – eu me travesti ou me transexuei, mudei de sexo para ser o narrador. Muitas leitoras me perguntaram se aquela senhora realmente existe, o que me envaidece. Ora, se aquela senhora é suficientemente verossímil para suscitar essa pergunta é porque eu fiz direito o meu trabalho.

O senhor disse que não sabe ainda se está escrevendo de fato um livro. É possível que abandone o projeto?
É possível. Já aconteceu de livros meus gorarem. Espero que não aconteça dessa vez, se bem que está dando toda a pinta de que pode ocorrer, porque este é um ano particularmente ocupado para mim. Tem a Flip, uma série de eventos, enfim, tem uma porção de coisas a que eu vou provavelmente comparecer e que vão atrapalhar com certeza a feitura do livro.

Dicionários, notas, leituras paralelas: de que modo esses recursos podem ajudar a escrever?
Sempre usei dicionário, mesmo no tempo em que eram livrões, e não era tão fácil de consultar como hoje. Agora, eu talvez use de modo descomedido, pela facilidade. Eu tenho três ou quatro dicionários de português. Notas, eu uso pouco. A maioria das notas que faço eu não entendo quando leio. E outras leituras enquanto escrevo eu evito por trauma. Aconteceu comigo, por volta dos 20 anos, de ter plagiado um livro que havia lido sem notar. Até que um belo dia ligou uma espécie de desconfiômetro em mim de que eu havia escrito praticamente igual a alguma coisa que eu havia lido. A partir daí, fiquei com uma surpresa permanente.

Que livro o senhor plagiou sem querer na juventude?
Eu não me lembro exatamente que livro eu plageei. Me lembro apenas de estar lendo O Vermelho e o Negro, de Stendhal, enquanto escrevia o meu primeiro romance, Setembro Não Tem Sentido, e esses são livros completamente diferentes, e de depois ter visto no meu romance um texto muito parecido com algum que eu estava lendo (talvez o de Stendhal), o que me traumatizou.

O senhor chegou a ser anunciado como convidado da Flip de 2004, mas desistiu de ir. O que o fez aceitar participar agora?
Eu desisti em 2004, porque meu nome não aparecia na divulgação do evento. Comecei a ficar intrigado com aquilo e cheguei mesmo a pensar, honestamente, que não era convidado. Meu nome nunca saía entre os participantes. Aí, um belo dia, disse que assim não queria participar. Não queria sair nos etecéteras. Mas não foi um grave problema, eu não briguei com ninguém, nem disse que jamais aceitaria ir à Flip. Só não queria ser tratado como um etecétera, porque, afinal de contas, não era um autor principiante. E só voltei agora a aceitar participar porque só agora me chamaram de novo.

O senhor já sabe de que mesa tomará parte?
Ainda não sei de nada. Eu sei que quem estará comigo à mesa é o Rodrigo Lacerda, que é meu amigo, filho de um grande amigo meu, o editor Sebastião Lacerda. É um escritor de grande valor, um dos romancistas que eu acho mais importantes nessa nova geração.

Que outros escritores o senhor admira entre os mais novos?
Eu gosto muito do Rodrigo, acho ele um escritor de grande valor, mas falei o nome dele porque será meu companheiro de mesa na Flip, e não vou citar mais ninguém (risos). Eu de fato não acompanho como poderia a literatura nova. Sempre reli mais do que li. Meu pai dizia, quando eu era jovem, que eu era maluco por ficar relendo os mesmos livros. Agora, então, depois de velho, eu fico lendo às vezes as mesmas páginas de Shakespeare, Mark Twain, Jorge de Lima. Não sei se é um prazer neurótico, o fato é que eu gosto.

Que convidados da Flip deste ano o senhor já leu e recomendaria?
Eu sempre fui desligado… Não sei quais são os convidados deste ano e provavelmente não li nenhum, portanto, não iria recomendar a leitura.

O senhor já declarou ter se irritado com a idolatria exagerada em torno de Sargento Getúlio (1971). E, com Diário do Farol (2002), sofreu com leitores que não entenderam que os desvarios do livro eram relacionados a seu personagem maluco, não criados pelo senhor. Esses fatos representam leitores diferentes – uns mais esclarecidos, outros menos – ou estão ligados a um mesmo problema de formação cultural do brasileiro?
Esse negócio de leitor é meio misterioso. É muito comum que o leitor, da maneira mais inesperada, não entenda uma ironia. Não entenda que o escritor está dizendo o contrário do que está dito. O narrador de Diário do Farol xinga o leitor. Não eu, João Ubaldo, mas muita gente reclamou que eu xingava os leitores. Isso é falta de prática de leitura. É falta de ter lido Angústia, do Graciliano Ramos, que é contado na primeira pessoa e quem se dirige ao leitor não é o Graciliano, é o personagem. Isso reflete falta de cancha com leitura, de vivência de formatos, de conhecimento. Tem que se contar com isso, faz parte.

Seus livros são muito diferentes – Diário do Farol (2002), por exemplo, é sombrio, enquanto O Albatroz Azul (2009) é um livro mais leve e bem-humorado. A que se devem essas diferenças, aos momentos de vida em que os livros foram escritos?
Não sei dizer se meus livros são alegres ou sombrios a depender de como eu esteja me sentindo. Eu acho que depende mais do assunto, mas talvez, aí, só sondando o meu inconsciente. Talvez eu escolha o assunto por me sentir mais particularmente alegre ou pessimista, conforme o caso, não sei. E olhando mais tarde dá mesmo vontade de mexer no que a gente fez, sempre dá. Acho que a maioria dos escritores é assim e os editores dirão que toda vez que o texto vai para a revisão do autor ele quer meter a mão. E tem gente que mete, mesmo. Eu procuro me conter, mas às vezes não aguento e meto a mão, sim, porque há sempre um jeito de fazer e dizer melhor as coisas. A perfeição não é um atributo humano. É inatingível. Mas a gente fica fazendo força para conseguir. E aí é uma tentação irresistível. Claro que eu mexeria em muita coisa.

O senhor se diz religioso. Acha que de algum modo isso transparece em sua literatura ou procura evitar que aconteça?
Não acho que literatura seja lugar de pregação de nada. Evidentemente que subjacente ao texto literário ou entremeado com ele, de alguma forma, pode haver uma visão religiosa ou cristã da vida. Nos meus livros, sempre há padres, isso é frequente (risos). Mas nem sempre padres positivos, digamos assim. Alguns dos meus padres, talvez a maioria, não seja muito respeitável de acordo com os cânones católicos. Também há padres bons, como o santo de Vila Real. Mas eu não penso muito nisso, não procuro fazer nem evitar. A minha fé é uma coisa pessoal que me acompanha. Se ela se externa, o faz sem eu perceber, como parte da minha maneira de trabalhar.

Para visualizar a matéria completa, acesse: http://veja.abril.com.br/blog/meus-livros/entrevista/se-eu-ficasse-rico-parava-de-escrever-e-so-lia-diz-o-baiano-joao-ubaldo-ribeiro/

Posted in Sem categoria | Tagged , , , | 2 Comments