Para escrever bem é preciso ler bem

Para escrever bem é preciso ler bem?

Ao longo dos anos em que comecei a ler variados livros notei uma marcante melhora na minha escrita. Claro, que ainda não perfeita, mas, assim que terminava um livro tinha a experiência de um novo vocabulário que mais tarde seria útil em vários textos que criaria. E então me fiz a pergunta, quanto mais eu ler, mais minha escrita melhorará?

Fazendo uma pesquisa sobre o assunto encontrei um artigo de Rodrigo Ratier para a Revista Nova Escola, com o título “Ler para escrever: Bons leitores são bons escritores? Nem sempre. Para enfrentar o desafio da escrita, é preciso investigar as soluções de autores reconhecidos” que nos faz pensar nos aspectos que realmente ajudam um leitor se tornar um ótimo escritor e que toda essa melhora começa desde os contos que líamos quando criança. Segue abaixo dicas dadas por ele. Aproveite!

Cada tipo de texto tem uma forma específica de dizer determinadas coisas. “Era uma vez”, por exemplo, é certamente a forma mais tradicional de dar início a um conto de fadas (note que ela não seria adequada para uma composição informativa ou instrucional). Além de colaborar para que a turma identifique essas construções, a leitura de contos clássicos pode municiá-la de alternativas para fugir do lugar-comum. O Príncipe-Rã ou Henrique de Ferro, na versão dos Irmãos Grimm, começa assim: “Num tempo que já se foi, quando ainda aconteciam encantamentos, viveu um rei que tinha uma porção de filhas, todas lindas”.

Descrição psicológica. Trazendo elementos importantes para a compreensão da trama, a explicitação de intenções e estados mentais ajuda a construir as imagens de cada um dos personagens, aproximando-os ou afastando-os do leitor. Em O Soldadinho de Chumbo, Hans Christian Andersen desvela em poucas linhas os traços da personalidade tímida, amorosa e respeitosa do protagonista: “O soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado: ela olhou para ele, mas não trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas não ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder contemplá-la”.

Descrição de cenários. O detalhamento do ambiente em que se passa a ação é importante não apenas para trazer o leitor “para dentro” do texto, mas também para, dependendo da intenção do autor, transmitir uma atmosfera de mistério, medo, alegria, encantamento etc. Em O Patinho Feio, Andersen retrata a tranquilidade do ninho das aves: “Um cantinho bem protegido no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo. Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido. Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos”.

Ritmo. É possível controlar a velocidade da história usando expressões que indiquem a intensidade da passagem do tempo (“vagarosamente”, “após longa espera”, “de repente”, “num estalo” etc.). Outros recursos mais sofisticados são recorrer a flashbacks ou divagações dos personagens (para retardar a história) ou enfileirar uma ação atrás da outra (para acelerar). Charles Perrault combina construções temporais e encadeamento de fatos para gerar um clima agitado e tenso neste trecho de Chapeuzinho Vermelho: “O lobo lançou-se sobre a boa mulher e a devorou num segundo, pois fazia mais de três dias que não comia. Em seguida, fechou a porta e se deitou na cama”.

Caracterização dos personagens. Mais do que apelar para a descrição do tipo lista (“era feio, medroso e mal-humorado”), feita geralmente por um narrador que não participa da ação, que tal incentivar a garotada a explorar diálogos para mostrar os principais traços dos personagens? Nesse aspecto, a pontuação e o uso preciso de verbos declarativos e de marcas da oralidade (leia a reportagem O papel das letras na interação social) exercem papel fundamental.”

A conclusão do artigo é que você pode ler muito, porém, se os desafios de escrever não forem encontrados e passados, a leitura pode não ter impacto na sua escrita. Portanto, além da leitura, a escrita deve ser praticada para que a melhora aconteça.

Aproveite esse momento de chuva e friozinho para ler um ou vários livros!

Abraços,

Maressa Machado

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/fundamentos/ler-escrever-432060.shtml

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Aja ou Haja

É bastante comum a dúvida na hora da escrita de palavras homófonas, isto é, com a mesma pronúncia, porém com grafia e significado diferentes. Muitas vezes são palavras que usamos a todo o momento, no dia a dia, mas quando é necessário escrevê-las, fica sempre uma pontinha de dúvida.

Para o post de hoje, escolhemos duas palavras homônimas que certamente já te causaram dúvidas quanto à escrita:

Você, por certo, já ouviu alguém dizer por aí:

- Aja (ou seria haja?) paciência!

Percebeu que um grande número de vocábulos, os quais apresentam semelhanças gráficas e sonoras, tendem a nos acompanhar mediante distintas circunstâncias comunicativas? Por esta razão é que muitos usuários se sentem acometidos por alguns questionamentos no momento de optar pela forma correta.

Assim, mediante tal realidade, dispomo-nos a discorrer acerca dos pontos que demarcam duas corriqueiras formas verbais, expressas por “aja” e “haja”, as quais integram nosso linguajar rotineiro. Assim sendo, voltemos ao exemplo anterior, atendo-nos agora, à forma adequada:

Haja paciência!

De forma simples, devemos constatar que “haja” representa o presente do modo subjuntivo, fazendo referência à primeira ou terceira pessoa, bem como a forma afirmativa ou negativa do modo imperativo do verbo “haver”, assim expressas:

Presente do modo subjuntivo

Que eu haja

Que ele haja

Forma afirmativa e/ ou negativa

Haja você

Não haja você

Outros sentidos que podemos atribuir à forma verbal em questão são ocorrer, acontecer, existir. Dessa forma, temos:

Que exista, que ocorra paciência.

A outra forma, representada por “aja”, nada mais é do que a forma flexionada, demarcada também pela primeira ou terceira pessoa do presente do modo subjuntivo, como também das formas imperativa e negativa, só que desta vez se referindo ao verbo “agir”. Assim, constatemo-las:

Presente do modo subjuntivo

Que eu aja

Que ele aja

Forma formativa e/ou negativa (modo imperativo)

Aja você

Não aja você

Podemos, por conseguinte, atribuir à tal forma o sentido de atuar, proceder. Assim, materializando a afirmativa, temos:

Aja sempre com cautela. (atue)

Desejo que você aja de forma consciente, mediante a tantas intempéries. (proceda)

Fonte: http://www.portugues.com.br/gramatica/aja-ou-haja.html

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Erros Comuns da Língua Portuguesa

Há muitas palavras das quais falamos e escrevemos errado, muitas vezes levados pela conversa informal do cotidiano.

Para este post, selecionei algumas palavras apresentadas em uma matéria do Diário Catarinense “Saiba quais os 100 erros mais comuns do português”:

A domicílio/ em domicílio

Erro: O serviço engloba a entrega a domicílio

Forma correta: O serviço engloba a entrega em domicílio

Explicação: No caso de entrega usa-se a forma em domicílio. A forma a domicílio é usada para verbos de movimento. Exemplo: Foram levá-lo a domicílio.


A longo prazo/ em longo prazo

Erro: A longo prazo, serão necessárias mudanças.

Forma correta: Em longo prazo, serão necessárias mudanças.

Explicação: Usa-se a preposição em nos seguintes casos: em longo prazo, em curto prazo e em médio prazo.


Anexo/ anexa/ em anexo

Erro: Segue anexo a carta de apresentação.

Formas corretas: Segue anexa a carta de apresentação. Segue em anexo a carta de apresentação.

Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar com o substantivo a que se refere, em gênero e número. A expressão em anexo é invariável. Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)” lembra que alguns estudiosos condenam o uso da expressão em anexo. Portanto, dê preferência à forma sem a preposição.


Ao invés de/ em vez de

Erro: Ao invés de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.

Forma correta: Em vez de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.

Explicação: “Ao invés de” representa contrariedade, oposição, o inverso. “Em vez de” quer dizer no lugar de. É uma locução prepositiva, sendo terminada em de normalmente.


Em mãos/ em mão

Erro: O envelope deve ser entregue em mãos.

Forma correta: O envelope deve ser entregue em mão.

Explicação: Ninguém escreve a mãos, nem fica em pés. O correto é em mão, cuja abreviatura é E. M.


Horas extra/ horas extras

Erro: Você deverá fazer horas extra para terminar o relatório.

Forma correta: Você deverá fazer horas extras para terminar o relatório.

Explicação: Neste caso, extra é um adjetivo e, portanto, é variável.


Independente/ independentemente

Erro: Independente da proposta, minha resposta é não.

Forma correta: Independentemente da proposta, minha resposta é não.

Explicação: Independente é adjetivo e independentemente é advérbio. O enunciado acima pede o advérbio.


Por causa que/ porque/ por causa de

Erro: Não fui à aula por causa que está chovendo muito.

Formas corretas: Não fui à aula porque está chovendo muito. Não fui à aula por causa da chuva.

Explicação: O certo é usar “porque” ou “por causa de”.”


Encontre outros erros no site abaixo.

FONTE: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/variedades/noticia/2014/04/saiba-quais-os-100-erros-mais-comuns-de-portugues-4480344.html

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Projeto de Tradução: Conto Bliss

Projeto de Tradução: Conto Bliss

Kamila do Nascimento Lopes

Sobre a autora

Kathleen Mansfield Beauchamp nasceu em 14 de outubro de 1888 em Wellington, Nova Zelândia. De família inglesa e classe média socialmente elevada, ela ficou conhecida pelo seu pseudônimo Katherine Mansfield.

Na literatura escreveu contos que ficaram mundialmente conhecidos como “The Woman at the Store“, “Prelude“, logo após a sua morte em 09 de janeiro de 1923, seu segundo marido John Middleton Murry cuidou de editar e publicar muitos de seus trabalhos.

Em vida, Katherine não se preocupou com seu estilo bastante boêmio, contraiu uma série de doenças que a levaram a repensar em seu modo de viver. Durante anos buscou a cura para a tuberculose por meio de tratamentos um tanto exóticos.

Em seus anos em Londres (onde viveu boa parte de sua vida) fez amizades com D.H Lawrence e Virgínia Woolf, a segunda tendo por sinal grande admiração pela autora.

Katherine nunca escreveu um romance, e as traduções que foram feitas para o português de suas obras foram por intermédio da editora Revan. A autora se constituiu como uma das mais importantes e influenciadoras escritoras de contos contemporâneos.

Contexto Histórico

Escrito em 1918 e publicado pela primeira vez em 1921, Bliss revela a personagem Bertha Young que é retratada como uma típica mulher inglesa, burguesa, de 30 anos, que vive no período pós-vitoriano, início do século XX. Nesta época o papel do homem se apresentava muito mais forte do que o da mulher, que estava sujeita a passar a maior parte de seu tempo dentro de casa. Tal fato nos leva a comparar Bertha, que não consegue definir/entender o que está sentindo em seus momentos de felicidade, e está o tempo todo se auto afirmando dela. Em todo o conto Bertha serve as necessidades da família.

O Conto: Bliss

“Bliss” apresenta a história de viver um dia na vida de Bertha, uma jovem moça de trinta anos que está vivendo um daqueles momentos de epifania em sua vida.

Em sua casa, ela está refletindo sobre sua incontestável felicidade, seu casamento com Harry está mais perfeito do que nunca, ela tem uma linda filhinha e ótimos amigos, ao mesmo tempo em que se preocupa com a preparação de um jantar para recebê-los.

Através da perspectiva analítica de Bertha em relação a cada um de seus convidados: Mr. e Mrs. Knight, um casal artista, Eddie Warren, músico, e Miss Pearl Fulton, quem a mais intriga, devido seu jeito misterioso e distante.

Bliss se revela um conto escrito em terceira pessoa, nos trazendo apenas um ponto de vista bastante limitado, o de Bertha, o que nos faz acreditar que tudo está realmente do jeito que a narradora descreve, porém é apenas na penúltima página que descobrimos a infidelidade de Harry, que está tendo um caso com Miss Pearl Fulton. Diante disto, até mesmo Bertha tenha criado toda essa excitação para esconder algo que ela mesma já tinha desconfiado.

Katherine Mansfield aborda temas como sexualidade, adultério e perfeição, de um modo diferenciado, através de seus complexos personagens, conflitos psicológicos, e seu jeito único de narração.

Projeto de Tradução

A tradução feita neste trecho retirado do conto “Bliss” foi embasada pela Teoria da Tradução Comunicativa de Newmark, em que a maioria dos trechos foi alterada tendo como prioridade o texto de chegada e levando em consideração o público leitor, assim como o teórico, este projeto visa à aproximação do efeito produzido pelo texto original em seu público, quase que do mesmo modo para o texto traduzido e seu público.

Os nomes próprios do original foram mantidos iguais, pois a adaptação deles colocaria em risco o entender dos personagens e danificaria a intensidade e importância de cada um no todo. A escolha de manter Miss Pearl Fulton, Mr. e Mrs. Knight, foi justamente para não se perder a classificação e nivelamento do original, onde Miss traduzido por Senhorita não designaria a mesma qualidade em português, que não utiliza as classificações Sr. e Sra. como no inglês, desta forma, pensando no público leitor já de certa forma naturalizado por tal termos.

Procedimentos tradutórios como Dístico Tradutório, Expansão, Contração, Equivalência Cultural, entre outros, foram utilizados em toda a tradução tendo em vista manter o texto traduzido o mais legível possível para o leitor, para que este, não se sinta perdido durante sua leitura.

Tradução

She jumped up from her chair and ran over to the piano.

“What a pity someone does not play!” she cried. “What a pity somebody does not play.”

For the first time in her life Bertha Young desired her husband.

Oh, she’d loved him – she’d been in love with him, of course, in every other way, but just not in that way.

And equally, of course, she’d understood that he was different. They’d discussed it so often. It had worried her dreadfully at first to find that she was so cold, but after a time it had not seemed to matter. They were so frank with each other – such good pals. That was the best of being modern.

But now – ardently! ardently! The word ached in her ardent body! Was this what that feeling of bliss had been leading up to? But then, then –

“My dear,” said Mrs. Norman Knight, “you know our shame. We are the victims of time and train. We live in Hampstead. It’s been so nice.”

“I’ll come with you into the hall,” said Bertha. “I loved having you. But you must not miss the last train. That’s so awful, isn’t it?”

“Have a whisky, Knight, before you go?” called Harry.

“No, thanks, old chap.”

Bertha squeezed his hand for that as she shook it.

“Good night, good-bye,” she cried from the top step, feeling that this self of hers was taking leave of them for ever.

When she got back into the drawing-room the others were on the move.

” … Then you can come part of the way in my taxi.”

“I shall be so thankful not to have to face another drive alone after my dreadful experience.”

“You can get a taxi at the rank just at the end of the street. You won’t have to walk more than a few yards.”

“That’s a comfort. I’ll go and put on my coat.”

Miss Fulton moved towards the hall and Bertha was following when Harry almost pushed past.

“Let me help you.”

Bertha knew that he was repenting his rudeness – she let him go. What a boy he was in some ways – so impulsive – so simple. And Eddie and she were left by the fire.

Ela saltou da cadeira e foi em direção ao piano.

“Que pena que ninguém esteja tocando!” ela falou. “É uma pena que nenhum de vocês esteja tocando!”

Pela primeira vez em sua vida Bertha desejou seu marido.

Ah, ela o amava – ela sempre esteve apaixonada por ele, é claro, com outras formas de amor, mas não como esta agora.

E igualmente, é claro, ela havia compreendido que ele era diferente. Tinham discutido isso frequentemente. Havia se preocupado tanto no começo por acreditar que estava sendo fria, mas depois de um tempo isso já não a incomodava mais. Eles eram tão sinceros um com o outro – assim como bons companheiros. Isso era o melhor de ser moderno.

Mas agora – ardentemente! intensamente! A palavra ardia em seu corpo como brasa! Era isso o que aquele sentimento de felicidade havia propiciado? Mas depois, então –

“Querida”, disse Mrs. Norman Knight, “você sabe nossa lástima. Somos vítimas do tempo e do trem. Nós moramos em Hampstead. Foi tudo muito agradável.”

“Te acompanharei até a porta”, disse Bertha. “Adorei ter vocês aqui conosco. Mas vocês não devem perder o último trem. Isso seria terrível, não é?”

“Antes de ir, aceita um uísque, Knight?” convidou Harry.

“Não, obrigado, velho amigo”

Bertha despediu-se com um aperto de mãos.

“Boa noite, até mais,” gritou do alto da escada, sentindo que parte dela se desfazia e ia com eles para sempre.

Quando voltou para a sala de estar, os outros já estavam se preparando para sair.

“… Então você pode ir até parte do trajeto em meu táxi.”

“Eu me sentirei agradecido por não ter de enfrentar outro motorista sozinho após minha terrível experiência.”

“Vocês podem pegar um táxi no terminal logo no final da rua. Não irão ter que andar mais do que alguns metros”.

“Ótimo. Eu vou vestir meu casaco.”

Miss Fulton saía da sala e Bertha estava seguindo-a quando Harry quase a empurrou para trás.

“Deixe-me ajudá-la”

Bertha sabia que ele estava arrependido de sua indelicadeza – ela deixou-o ir. Algumas vezes ele era apenas um garoto – tão impulsivo – tão simples. E Eddie e ela foram deixados perto da lareira.

Discussão e Análise das Unidades de Tradução

Original Tradução Procedimento
She jumped up from her chair and ran over to the piano. Ela saltou da cadeira e foi em direção ao piano. Omissão do pronome oblíquo her, que não se faz necessário em português.

Sinonímia Lexical do phrasal verb ran over para foi em direção.

“What a pity someone does not play!” she cried. “What a pity somebody does not play.” “Que pena que ninguém esteja tocando!” ela falou. “É uma pena que nenhum de vocês esteja tocando!” Modulação: houve a alteração do ponto de vista de alguém para ninguém.

Sinonímia Lexical: De cried (gritou) para falou

Paráfrase feita para adequar a repetição de forma a não comprometer o significado, uma vez que não são bem aceitas repetições em português.

For the first time in her life Bertha Young desired her husband. Pela primeira vez em sua vida Bertha Young desejou seu marido. Dístico Tradutório: manteve-se o nome do texto original (TO)
Oh, she’d loved him – she’d been in love with him, of course, in every other way, but just not in that way. Ah, ela o amava – ela sempre esteve apaixonada por ele, é claro, com outras formas de amor, mas não como esta agora. Equivalência cultural utilizada para equiparar com a onomatopéia exata em português.

Contração do verbo utilizado em inglês (Present Perfect).

Modulação alteração do ponto de vista him para “o”.

Compensação feita para que o leitor possa entender ao todo o que foi proposto no TO.

And equally, of course, she’d understood that he was different. E igualmente, é claro, ela havia compreendido que ele era diferente. Nenhum procedimento foi utilizado.
They’d discussed it so often. Tinham discutido isso freqüentemente. Omissão do pronome they que não se faz necessário em português e do intensificador so.
It had worried her dreadfully at first to find that she was so cold, but after a time it had not seemed to matter. Havia se preocupado tanto no começo por acreditar que estava sendo fria, mas depois de um tempo isso já não a incomodava mais. Omissão do pronome it.

Sinonímia Lexical alterando dreadfully para “tanto”, to find por “por acreditar.” e matter para incomodava.

Expansão da última frase. Foi adicionado o sujeito “a” para propor ao leitor uma melhor compreensão.

They were so frank with each other – such good pals. Eles eram tão sinceros um com o outro – assim como bons companheiros. Expansão: Assim como, exemplifica de forma mais clara do que apenas “como”.
That was the best of being modern. Isso era o melhor de ser moderno. Nenhum procedimento foi utilizado.
But now – ardently! ardently! Mas agora – ardentemente! intensamente! Sinonímia Lexical, neste caso a alteração foi feita de modo a evitar a repetição, porém foi escolha do tradutor manter duas palavras terminadas em –ente, de modo a manter a sonoridade apresentada no original –ly!
The word ached in her ardent body! A palavra ardia em seu corpo como brasa! Compensação feita para que o leitor possa entender ao todo o que foi proposto no TO.
Was this what that feeling of bliss had been leading up to? Era isso o que aquele sentimento de felicidade havia propiciado? Nenhum procedimento foi utilizado.
But then, then – “My dear,” said Mrs. Norman Knight, “you know our shame. Mas depois, então – “Querida”, disse Mrs. Norman Knight, “você sabe nossa lástima. Sinonímia Lexical utilizada para evitar a repetição e no segundo caso shame foi trocado por lástima.

Dístico Tradutório: manteve-se o nome do TO.

Omissão do pronome oblíquo my.

We are the victims of time and train. Somos vítimas do tempo e do trem. Omissão do pronome we e do artigo the.
We live in Hampstead. It’s been so nice.” Nós moramos em Hampstead. Foi tudo muito agradável.” Dístico Tradutório: manteve-se o nome do TO.

Omissão do pronome it.

Contração do verbo utilizado em inglês (Present Perfect).

I’ll come with you into the hall,” said Bertha. “Te acompanharei até a porta”, disse Bertha. Contração do verbo will + come + into para “acompanharei até”.

Dístico Tradutório: manteve-se o nome do TO.

“I loved having you. But you must not miss the last train. “Adorei ter vocês aqui conosco. Mas vocês não devem perder o último trem. Omissão do pronome I.

Expansão do primeiro período para propor ao leitor uma melhor compreensão.

That’s so awful, isn’t it?” Isso seria terrível, não é?” Nenhum procedimento foi utilizado.
Have a whisky, Knight, before you go?” called Harry. “Antes de ir, aceita um uísque, Knight?” convidou Harry. Reconstrução de períodos para o que seria mais aceitável em português.

Dístico Tradutório: manteve-se o nome do TO.

“No, thanks, old chap.” “Não, obrigado, velho amigo” Nenhum procedimento foi utilizado.
Bertha squeezed his hand for that as she shook it. Bertha despediu-se com um aperto de mãos. Dístico Tradutório: manteve-se o nome do TO.

Paráfrase feita para facilitar a compreensão do leitor.

“Good night, good-bye,” she cried from the top step, feeling that this self of hers was taking leave of them for ever. “Boa noite, até mais,” gritou do alto da escada, sentindo que parte dela se desfazia e ia com eles para sempre. Expansão com a palavra escada do primeiro trecho; E no segundo trecho adicionou-se a palavra desfazia.
When she got back into the drawing-room the others were on the move. Quando voltou para a sala de estar, os outros já estavam se preparando para sair. Omissão do pronome she.

Sinonímia Lexical do verbo on the move para “preparando para sair.”

” … Then you can come part of the way in my taxi.” “… Então você pode ir até parte do trajeto em meu táxi.” Nenhum procedimento foi utilizado.
“I shall be so thankful not to have to face another drive alone after my dreadful experience.” “Eu me sentirei agradecido por não ter de enfrentar outro motorista sozinho após minha terrível experiência.” Omissão do intensificador so.
“You can get a taxi at the rank just at the end of the street. You won’t have to walk more than a few yards.” “Vocês podem pegar um táxi no terminal logo no final da rua. Não irão ter que andar mais do que alguns metros”. Sinonímia Lexical alterando a palavra at the rank para “terminal”.

Equivalência cultural utilizada para equiparar com a medida exata em português.

That’s a comfort. I’ll go and put on my coat.” “Ótimo. Eu vou vestir meu casaco.” Contração da expressão that’s a comfort para “ótimo”.
Miss Fulton moved towards the hall and Bertha was following when Harry almost pushed past. Miss Fulton ia em direção à sala e Bertha estava seguindo-a quando Harry quase a empurrou para traz. Dístico Tradutório: manteve-se o nome do TO.

Expansão foi adicionado o sujeito “a” referente à Miss Fulton, para propor ao leitor uma melhor compreensão.

“Let me help you.” “Deixe-me ajudá-la.” Nenhum procedimento foi utilizado.
Bertha knew that he was repenting his rudeness – she let him go. Bertha sabia que ele estava arrependido de sua indelicadeza – ela deixou-o ir. Dístico Tradutório: manteve-se o nome do TO.
What a boy he was in some ways - so impulsive – so simple. Algumas vezes ele era apenas um garoto – tão impulsivo – tão simples. Modulação alterou-se o foco da expressão.
And Eddie and she were left by the fire. E Eddie e ela foram deixados perto da lareira. Sinonímia Lexical houve a troca da preposição by por “perto”.

Dístico Tradutório: manteve-se o nome do TO.

Espero que tenham gostado!

Referências Bibliográficas:

CAMPOS, Denise; KUHN, Silva. “Pronomes e nomes próprios nas traduções para o português do conto Bliss, de Katherine Mansfield.” Estudos Lingüísticos, São Paulo, 39 (2): p. 686-695, maio-agosto 2010. Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP)

CAMPOS, Denise; KUHN, Silva. “Questões de adaptação nas traduções para o português do conto “Bliss”, de Katherine Mansfield.” XI Congresso Internacional da ABRALIC. Tessituras, Interações, Convergências. 13 a 17 de julho de 2008. USP – São Paulo – Brasil.

JULIANO, Jéssica Ferraz. “Bertha Young: um retrato da mulher do inicio do século XX.” Histórica – Revista Eletrônica do Arquivo Público do Estado de São Paulo, nº45, dezembro de 2012.

JUNIOR, Arnaldo Nogueira. “Projeto Releituras – Felicidade Katherine Mansfield”. Disponível em: <http://www.releituras.com/kmansfield_bliss.asp>

MANSFILED, Katherine. “Bliss”. Disponível em: <http://eastoftheweb.com/short-stories/UBooks/Blis.shtml>

PAUVOLID, Elaine. “Katherine Mansfield: algumas impressões” Revista de Cultura #1. Fortaleza – São Paulo. Agosto de 2000. Disponível em: <http://www.revista.agulha.nom.br/ag1mansfield.htm>

Bliss by Katherine Mansfield

Disponível em: <http://www.enotes.com/bliss/>

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Palavras “intraduzíveis” traduzidas em lindas ilustrações

Por Paula Romano

A artista britânica Maria Tiurina criou uma série de ilustrações chamada Untranslatable Words (Palavras Intraduzíveis). Nela, podemos conhecer palavras em línguas diferentes, que descrevem sentimentos e situações específicas, e que não possuem uma tradução literal.

Como é o caso da palavra do português brasileiro “cafuné”, que não tem uma tradução literal, a não ser que você desenhe ou faça gestos.

Confira abaixo:

Cafuné, do Português brasileiro: O ato de ternura dos dedos correndo pelos cabelos de alguém.

Gufra, do Árabe: Quantidade de água que você pode segurar nas mãos.

Schlimazl, do Ídiche: Uma pessoa com azar crônico.

Duende, do Espanhol: O misterioso poder que uma obra de arte tem e que toca as pessoas profundamente.

Tingo, do Pascuense: O ato de pegar os objetos que você gosta do seu amigo, gradualmente, pedindo emprestado.

Kyoikumama, do Japonês: Uma mãe que fica em cima do filho para que ele tenha um bom desempenho acadêmico.

Torschlusspanik, do Alemão: Medo de que diminua as possibilidades conforme a idade passa.

Palegg, do Norueguês: Qualquer coisa que você pode colocar em uma fatia de pão.

Age-Otori, do Japonês: Quando você fica pior do que estava antes de cortar o cabelo.

Luftmensch, do Ídiche: Refere-se a alguém que é sonhador. Significa literalmente: pessoa aérea.

Baku-Shan, do Japonês: Uma garota que é bonita desde que você só a veja de costas.

Schadenfreude, do Alemão: Aquela sensação de prazer ao ver a desgraça alheia.

Tretar, do Sueco: É o segundo refil, ou melhor, a terceira vez que você repete.

L’appel Duvide, do Francês: “A chamada do vazio” seria a tradução literal, mas tem sua melhor descrição seria sobre o instinto de pular do alto de prédios.

Fonte: http://www.updateordie.com/2015/05/18/palavras-intraduziveis-traduzidas-em-lindas-ilustracoes/

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VI Congresso Internacional de Tradução e Interpretação da Abrates

O VI Congresso Internacional de Tradução e Interpretação da Abrates será realizado nos dias 05 a 07 de junho no Centro de Convenções Rebouças (Av. Rebouças, 600 – Cerqueira César – São Paulo/SP, Brasil), sendo sediado pela primeira vez em São Paulo.

Entre os palestrantes presentes estarão: Robert Lane Greene, correspondente do jornal The Economist, Ulisses Wehby de Carvalho, intérprete de conferência há 21 anos e responsável pelo site educacional Tecla SAP e Sérgio Xavier Ferreira nomeado Assessor Especial da Presidência da República, governo Lula, onde também atuou como o “Chief Interpreter” da Presidência durante os 8 anos de seu mandato, até 2010.

O congresso abordará diversos temas como Mercado de Tradução, Tradução Literária, Tradução como Obra, Direitos Autorais, Tradução de Games, Tradução Audiovisual, Relação Tradutor-Cliente, Internacionalização do Tradutor, dentre outros.

As inscrições variam de R$ 200,00 a R$ 580,00 podendo ser pagas à vista, cartão de crédito e paypal (incluso palestras, certificado, coffee breaks e material promocional).

As inscrições vão até quinta-feira 04/06/2015.

Para mais detalhes sobre o evento, acesse o site http://www.congressoabrates.com.br

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7 anos

Hoje é um dia muito importante para a Spell, dia em que comemoramos sete anos!

Durante esses sete anos de desenvolvimento, tivemos sempre a preocupação com a qualidade de nossos serviços e o cuidado em oferecer resultados positivos dentro da expectativa de nossos clientes.

Neste ano já trouxemos novidades como o Selo de Qualidade em Revisão e Tradução – CNQRT – e esperamos que a Spell seja sempre um referencial de qualidade.

Obrigada a todos pelo reconhecimento, parceria e apoio!

Abraços,

Joanna e Marina

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Ezra Pound: teoria dos detalhes luminosos

A teoria de Ezra Pound destacava a transmissão de detalhes, de imagens únicas ou mesmo fragmentadas. Ao contrario de Richards, que buscava uma tradução apropriada, um significado único para toda a obra, Pound baseava sua teoria em um conceito de energia na língua; para ele as palavras eram como imagens e o tradutor era como um artista que moldava essas palavras.

Os escritos teóricos de Ezra Pound são divididos em dois períodos: A fase inicial de imagista que continha, ainda, impressões e conceitos abstratos; e a segunda fase de vorticista na qual a energia ou a forma que a língua assume no processo de representar são o mais importante.

Fala-se muito em energização da língua. Segundo Pound, em sua coletânea Polite Essays, há três maneiras pelas quais a língua é energizada, são eles: melopoeia, phanopoeia, e logopoeia, sendo a última a mais complexa e que, de acordo com Pound, não pode ser traduzida.

De acordo com a teoria de Ezra Pound, o tradutor tem de estar atento para o clima histórico no qual as palavras estão inseridas, para que na tradução não seja revelado somente o que as palavras significam, mas também sua manifestação verbal. Pound valoriza o distanciamento do significado real das palavras, pois acredita que às vezes o seu uso livre é mais importante do que a tradução literal em si, ou como diz o texto, “a correspondência um a um”.

O que Pound também enfoca em suas traduções é a forma, os detalhes específicos, pois acreditava que só assim é que se podia “apreender o real” e não usando conceitos abstratos. Além disso, Pound não se prendia na preocupação com a sintaxe: “uma preocupação com a sintaxe pode atrapalhar o trabalho do tradutor” (Kenner, 1971: 68); mais importantes para ele, eram a o ritmo e a dicção.

Pound tratava os textos traduzidos como arte; eram como pedras lapidadas pelo tradutor. As formas eram de extrema importância para Pound, assim como a etimologia de cada palavra, e cada combinação entre elas. Pound trabalhava as palavras individualmente de forma a abrir novas possibilidades em cada diferente combinação.

Pound foi, e talvez ainda seja, um dos tradutores menos lidos e um dos mais mal compreendidos, provavelmente porque por meio da tradução, Pound mudou as normas literárias em voga, e desafiou os gostos literários vitorianos e eduardianos.

Resenha: Karina A. Casagrande

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Provérbios

Se você gosta das diferenças peculiares entre a nossa língua e o inglês, separamos este post para falarmos um pouco de provérbios.

Segundo o dicionário Aulete, um provérbio é: “Dito ger. sucinto, rico em imagens, que expressa suposta sabedoria popular (p.ex.: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura); DITADO”.

Em outras palavras, são frases que sempre ouvimos de nossos pais ou avós que passam uma mensagem de maneira diferente, muitas vezes engraçada.

Muitos de nossos provérbios têm correspondência no inglês, com pequenas diferenças, no entanto alguns não correspondem e quando isso acontece, o tradutor tem um trabalho árduo de encontrar algo que transmita a mesma mensagem sem perder o sentido/significado.

Abaixo separamos alguns provérbios do inglês, tentem encontrar a correspondência em nosso idioma e se divirtam:

Exemplo:

Water dropping day by day wears the hardest rock away.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

  1. Where there’s a will there’s a way.
  2. Don’t put the cart before the horse.
  3. Don’t bite off more than you can chew.
  4. Beauty lies in the lover’s eyes.
  5. Handsome is as handsome does.
  6. Like father, like son.
  7. Money doesn’t grow on trees.
  8. First come, first served.
  9. The early bird gets the worm.
  10. Speak of the devil and he appears.
  11. He put his food in his mouth.
  12. A word to the wise is enough.
  13. Out of sight, out of mind.
  14. Every dark cloud has a silver lining.
  15. A bird in hand is worth two in the bush.
  16. An idle mind is the devil’s workshop.
  17. An ounce of prevention is worth a pound of cure.
  18. I don’t know him from Adam.
  19. Too many cooks spoil the broth.
  20. Cheer up, the worst is yet to come.
  21. When the cat is away, the  mice will play.
  22. Haste makes waste.
  23. Two heads are better than one.
  24. God helps who helps themselves.
  25. It takes two to make a fight.
  26. Make do with what you have.
  27. Don’t wash the family’s dirty linen in public.
  28. Hell is paved with good intentions.
  29. All is fair in love and war.
  30. One hand washes the other.
  31. A burnt child dreads the fire.
  32. She’s complaining about the rainbow.
  33. Absence makes the heart grow fonder.
  34. Actions speak louder than words.
  35. Advice when most needed is least heeded.
  36. All covet, all lose.
  37. All work and no play makes jack a dull boy.
  38. Bad news travels fast.
  39. The beaten road is the safest.
  40. Beauty is in the eye of the beholder.
  41. Bells call others, but themselves enter not into the church.
  42. Better an egg today than a hen tomorrow.
  43. Better late than never.
  44. Better the foot slip than the tongue.
  45. The mills of God grind slowly.
  46. No answer is also an answer.
  47. Never say die.
  48. Sweet are the uses of adversity.
  49. Take the will for the deed.
  50. Second thoughts are best.
  51. History repeats itself.
  52. He who makes no mistakes makes nothing.
  53. A hedge between keeps friends green.
  54. He who gives fair words feeds you with an empty spoon.
  55. He that is down, down with him.
  56. Gluttony kills more than the sword.
  57. A good husband makes a good wife.
  58. The remedy may be worse than the disease.
  59. The same knife cuts bread and fingers.
  60. A rolling stone gathers no moss.
  61. Revenge is sweet.
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Curso de Letras/Tradução

No post de hoje falaremos um pouco sobre o curso de Letras/Tradução.
Muita gente desconhece a existência deste curso e até fica espantado quando falamos que nossa formação, e área de trabalho, são em Tradução. A pergunta sempre é: Mas como funciona? Vocês ficam passando de um idioma para o outro?
Sim e Não!

Traduzir vai além de passar de um idioma para o outro – como já comentamos em outro post que fizemos aqui no blog.
Traduzir envolve conhecimento cultural, pesquisa e aprimoramento constante. Não basta saber um idioma. É por isso que o curso é tão importante para quem pretende seguir carreira nesta área.
Abaixo estão algumas matérias que são encontradas no curso Letras/Tradução – Inglês:
-Literatura (Inglesa, Norte Americana, Brasileira, Portuguesa)
-Linguística (Inglês, Português)
-Prática de Tradução
-Filosofia
-Arte e Cultura
-Interpretação (para aqueles que também optarem pela formação em Intérprete)
Importante lembrar que as disciplinas mudam de faculdade para faculdade.

Conversamos com algumas pessoas que estão cursando Letras/Tradução e outras já formadas neste curso e algumas respostas obtidas foram:
- O que você acha mais interessante no curso de Tradução?
R1: O mais interessante do curso foi, além de estudar matérias específicas, participar de colóquios e palestras que me proporcionaram estar em contato com profissionais da área de tradução e interpretação.
R2: Acho muito interessante o fato de como se aprende as estruturas dos idiomas estudados por inteiro, sua fonologia, sintaxe, fonética, etc.
R3: A abrangência e a gama de possibilidades de áreas de trabalho. Quando estamos fora da área nossa visão é muito restrita à tradução de livros apenas, porém existe muito mais do que isso. Além disso, o curso nos proporciona aprender técnicas, ferramentas e pontos de vistas (teorias) que são extremamente importantes e nos diferenciam das pessoas que julgam que para fazer tradução basta falar inglês.
R3: É necessária muita técnica e estudo para lidar não apenas com a tradução de um texto, mas com a tradução de uma cultura para outra.

-Em sua opinião qual a maior contribuição que o curso dá (deu) para a sua carreira profissional?


R1: O curso me proporcionou conhecer as diversas áreas em que o tradutor pode atuar. O conhecimento nas áreas de literatura, técnica, comercial, além de legendagem e interpretação foi muito importante para meu crescimento profissional.
R2: O curso foi ótimo para me proporcionar experiências de trabalho e práticas que lapidaram e me nortearam a seguir o que faço hoje. Infelizmente, muitas pessoas se formam e acabam buscando áreas distintas da nossa, o mercado de tradução ainda é muito fechado e atualmente vejo como há a falta de profissionais qualificados.
R3: Hoje não é qualquer falante de um segundo idioma que possui uma formação acadêmica na área. Tendo essa formação me coloca à frente de quem apenas “fala” ou conhece o idioma.

-O que você menos gosta (gostou) durante o curso?


R1: O que menos gostei foi a grande carga horária de Literatura. As aulas foram muito boas, mas acredito que teria sido mais válido diminuir essa carga horária e incluir aulas de Língua Portuguesa, que são extremamente importantes para um tradutor, pois não tivemos essa disciplina.
R2: O curso atualmente tem uma grade muito voltada para a tradução literária, acredito que por conta disso, tenha faltado abordar um pouco mais áreas como gerenciamento de projetos e traduções mais técnicas.

-Você recomendaria o curso de Tradução para alguém que queira seguir carreira nesta área?


R1: Sim, pois para ser um bom tradutor não basta saber uma língua estrangeira, o conhecimento técnico é fundamental.
R2: Com certeza, o curso é ótimo para guiar a pessoa a escolher qual área seguir.
R3: Sim, eu recomendaria o curso de Tradução para quem é acima de tudo apaixonado por idiomas.

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