SÃO JERÔNIMO, PIONEIRO DA TRADUÇÃO

Um breve resumo da história de um dos pioneiros da tradução, São Jerônimo, que há mais de 1600 anos iniciava a minha futura profissão.

Por volta de 381, São Jerônimo começava um projeto que tomaria os próximos 20 anos de sua vida. Com sua fluência em latim, grego e siríaco a tradução da Bíblia tomaria um rumo diferente com São Jerônimo. Um sonho em que Jerônimo se encontrou face a face com seus pecados, o “fogo da consciência”, como ele cita em uma carta para um amigo, o levou nesta aventura cheia de polêmicas.

Bottega Di Andrea Del Verrocchio
Bust of St Jerome
1475-1480

A tradução de São Jerônimo foi muito criticada, pelo fato de ter feito algumas “correções”, tanto no estilo como no sentido do texto, e mais tarde sua maior polêmica foi feita quando ele decidiu fazer uma tradução revisada da Bíblia para o latim. Porém, não satisfeito e tendo achado alguns equívocos em sua própria tradução, Jerônimo decidiu parar de usar a Septuaginta (tradução da Bíblia do hebraico para o grego) em que se baseava para a tradução e usar o texto em hebraico original. Não demorou muito para São Jerônimo ser novamente criticado, fiéis achavam que ele iria falsificar o texto e o taxavam de profanador de Deus e mais.

São Jerônimo não abandonou a tradução e nem a ideia de que usaria o texto em hebraico original. Em 405 Jerônimo já tinha terminado a Bíblia em latim e anos mais tarde sua tradução foi chamada de “Vulgata”.

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Análise da obra “THE GREAT GATSBY”

Análise da obra “THE GREAT GATSBY”

de F. SCOTT FITZGERALD

A CRÍTICA À CORRUPÇÃO DO SONHO AMERICANO E O USO DE SIMBOLISMOS

Karina Ambrosano Casagrande

Esta análise tem por objetivo apontar os simbolismos presentes no romance “The Great Gatsby” de F. Scott Fitzgerald, e com eles, elucidar a crítica do autor às contradições do sonho americano, sua corrupção ao longo dos anos, assim como a crítica à busca indisciplinada pela riqueza e a ambição desmedida. A obra “The Great Gatsby” pode ser considerada uma das críticas mais severas ao sonho americano e o explora num período corrompido; o autor tenta dismistificar o ideal americano existente.

O sonho americano é a forte crença de que todos têm a oportunidade de alcançar seus objetivos e tornar-se rico e próspero se houver um trabalho intenso e suficiente para isso. Fitzgerald mostra que o ideal do sonho americano tem sido corrompido ao longo dos anos e é também ilusório, pois o protagonista do romance, exemplo do self-made man, que trabalha e luta para ascender na vida, não consegue atingir seu principal objetivo: reconquistar Daisy. O sonho de ter novamente a mulher amada é o que impulsiona Gatsby e o que o motiva, porém esse sonho representa também a queda do ideal americano, pois mesmo trabalhando com afinco ele não conquista tudo o que almeja.

Logo no início do romance, Nick cita um dizer de seu pai: “Whenever you feel like criticizing anyone, he told me, just remember that all the people in this world haven’t had the advantages that you’ve had”. Se todas as personagens seguissem este pensamento, teriam se dado conta de todas as grandes coisas que possuíam e certamente o enredo teria tomado um rumo diferente.

O primeiro símbolo, e talvez o mais notável, é encontrado: a luz verde, a qual parece estar sempre presente e é retomada várias e várias vezes ao longo do enredo. Em um contato inicial com esta misteriosa luz é possível ver Gatsby incessantemente buscá-la e ele o faz como que em forma de adoração (CHANGIZI & GHASEMI, 2012).  Somente depois, sua origem é revelada; a luz verde provém do deque de Daisy e é a representação física, materializada, do sonho de Gatbsy de um futuro junto de Daisy.

O verde é a cor da esperança, da promessa, da renovação; no romance pode ser interpretada como o sonho de Gatsby e suas expectativas para o futuro. Também é a cor das plantas, árvores, da natureza, que remete à alegria, vitalidade, frescor e, portanto, à própria felicidade, a luz verde do “orgastic future” na direção da qual, tal como Gatsby, o povo americano estica as mãos.

No capítulo final do romance, a luz verde é comparada ao “fresh green breast of the new world”, ou seja, o sonho de Gatsby de redescobrir Daisy é comparado ao descobrimento da América pelos exploradores e a promessa de um novo continente. Da mesma forma que o sonho de Gatsby é manchado por suas riquezas materiais, a América contemporânea também é maculada por sua obsessão pela riqueza.

“Most of the big shore places were closed now and there were hardly any lights except the shadowy, moving glow of a ferryboat across the Sound. And as the moon rose higher the inessential houses began to melt away until gradually I became aware of the old island here that flowered once for Dutch sailors’ eyes—a fresh, green breast of the new world. Its vanished trees, the trees that had made way for Gatsby’s house, had once pandered in whispers to the last and greatest of all human dreams; for a transitory enchanted moment man must have held his breath in the presence of this continent, compelled into an aesthetic contemplation he neither understood nor desired, face to face for the last time in history with something commensurate to his capacity for wonder.”

“Gatsby believed in the green light, the orgastic future that year by year recedes before us. It eluded us then, but that’s no matter – tomorrow we will run farther, stretch out our arms farther…”

No final do primeiro capítulo, a luz verde é apresentada como um símbolo de esperança e promessa de futuro, já no início do segundo, o “lado obscuro” da América atual é apresentada e a luz verde, que Gatsby observa saudosamente a partir de sua própria casa através da água, passa a ser a representação do futuro nebuloso, futuro este que é eternamente elusivo, assim como do sonho inatingível.

Há uma cena, também comprovando a importância dada aos bens materiais, em que Gatsby mostra à Daisy uma pilha de roupas importadas, numa tentativa de impressioná-la e, demonstrando sua ascensão social, busca tê-la consigo novamente. Considerando ainda o materialismo e consumismo, observa-se que pouco antes do clímax do livro, Daisy diz a Gatsby que ele assemelha-se a um anúncio. Essa afirmação deixa indícios de que Daisy não gosta de Gatsby pelo que ele é, mas pela ilusão superficial que ele representa (CHANGIZI & GHASEMI, 2012). Fitzgerald faz referências a anúncios em seu romance, obviamente porque é através deles – da propaganda – que os aspectos materiais do Sonho Americano são revelados.

“You always look so cool,’ she repeated.

She had told him that she loved him, and Tom Buchanan saw. He was astounded. His mouth opened a little and he looked at Gatsby and then back at Daisy as if he had just recognized her as someone he knew a long time ago.

‘You resemble the advertisement of the man,’ she went on innocently. ‘You know the advertisement of the man——“

“Valley of ashes” é como Fitzgerald chama o resultado negativo desta América tomada pelo materialismo. O vale se localiza entre West Egg e a cidade de Nova Iorque, as cinzas representam a decadência dos princípios que é a consequência da perseguição constante da riqueza e do prazer. O vale também simboliza o papel dos pobres, como George Wilson, que vive em meio a estas cinzas e consequentemente perde sua vitalidade com o passar do tempo. Numa passagem do livro, o vale das cinzas é observado atentamente pelos olhos do Dr. T. J. Eckleburg, e representa o mundo iníquo, asqueroso e materialista no qual as personagens principais estão inseridas e o qual contribui para a decadência e fracasso do sonho de Gatsby. Nestas passagens, o autor mostra o quão confuso e intrínseco se tornam o material e o espiritual.

“I followed him over a low white-washed railroad fence and we walked back a hundred yards along the road under Doctor Eckleburg’s persistent stare. The only building in sight was a small block of yellow brick sitting on the edge of the waste land, a sort of compact Main Street ministering to it and contiguous to absolutely nothing.”

‘I spoke to her,’ he muttered, after a long silence. ‘I told her she might fool me but she couldn’t fool God. I took her to the window—’ With an effort he got up and walked to the rear window and leaned with his face pressed against it, ‘—and I said ‘God knows what you’ve been doing, everything you’ve been doing. You may fool me but you can’t fool God!’ ‘

Standing behind him Michaelis saw with a shock that he was looking at the eyes of Doctor T. J.  Eckleburg which had just emerged pale and enormous from the dissolving night. ‘God sees everything,’ repeated Wilson.

A princípio, o olhar do Dr. Eckeburg simboliza o materialismo ao extremo, os olhos fixos na “waste land” são uma metáfora ao consumismo dominante e enraizado na América. Entretanto, George Wilson, depois da tragédia de presenciar a morte de sua esposa num acidente de carro, dá aos olhos do Dr. T. J. Eckleburg um sentido completamente novo. Wilson, um homem nada religioso, compara os olhos do médico aos de Deus; é evidente que, assim como os do todo poderoso, os olhos do Dr. T. J. Eckleburg parecem ser onipresentes, observando a infame e supérflua vida americana.

Também outras passagens contêm nuanças e simbolismos religiosos em The Great Gatsby. Durante o flashback, no capítulo sete, quando Gatsby conhece Daisy, sua mente é comparada à de Deus, a qual nunca será igual novamente após tê-la beijado.

His heart beat faster and faster as Daisy’s white face came up to his own. He knew that when he kissed this girl, and forever wed his unutterable visions to her perishable breath, his mind would never romp again like the mind of God. So he waited, listening for a moment longer to the tuning fork that had been struck upon a star. Then he kissed her. At his lips’ touch she blossomed for him like a flower and the incarnation was complete.

Comprova-se, portanto, pelos trechos citados, que Fitzgerald mescla em seu romance, material e espiritual; humanidade e divindade. Esta característica contrapõe os valores dos primeiros habitantes da América – que lutavam por uma religião mais coerente com seus pensamentos – e a degradação desses valores a partir da distorção do sonho americano – busca de poder, riquezas e status.

No sexto capítulo, Nick explica em uma passagem, o porquê Gatsby muda seu nome. Com esta mudança, Gatsby de certa forma cria-se a si mesmo, torna-se o seu próprio autor, fazendo sua vida como a vida do próprio Deus.

“He was a son of God – a phrase which, if it means anything, means just  that – and he must be about His Father’s business, the service of a vast, vulgar, and meretricious beauty. So he invented just the sort of Jay Gatsby that a seventeen-year-old boy would be likely to invent, and to this conception he was faithful to the end.”

No capítulo oito, é possível encontrar outros dois exemplos de simbologia religiosa. Após o acidente de carro, Gatsby observa Daisy a partir de seu jardim, tentando protegê-la; este tempo em que ele encontra-se na janela a observando é comparada a uma vigília. Enquanto Nick conversa com Gatsby naquela noite, ele sente receio de que sua presença profane a sacralidade “sacredness” do momento. É durante este momento que Gatsby se dá conta de que a Daisy que ele conhecera e por quem se apaixonara anos antes não é mais a mesma pessoa, por mais que Gatsby pense que ele pode repetir o passado, o mundo real prova que isto é algo impossível.

O sonho de Gatsby é apresentado por Fitzgerald como uma busca emocional, mais adiante no romance, vê-se que esta mesma espiritualidade é outra razão pela qual o seu sonho também fracassa. Sua fé é mal colocada, porque o que ele realmente busca é nada mais do que o amor de Daisy Buchanan. Fitzgerald está dizendo que a espiritualidade da América é inapropriada por causa de sua obsessão pelas riquezas materiais, o que cria um tipo de desilusão nacional.

Quando os primeiros exploradores chegaram a América, fugindo de uma sociedade com os preceitos corrompidos e de uma religião também adulterada em seu antigo país, em busca de esperança de um mundo novo, eles viajaram do leste para o oeste (CHANGIZI & GHASEMI, 2012). Agora, a própria América está corrompida, então as personagens em “The Great Gatsby” viajam do oeste para o leste – em busca de sofisticação e riqueza – deixando os valores morais para trás.

É a parte leste que é chamada de “valley of ashes” por Fitzgerald, um lugar onde a moral é posta de lado e as pessoas são superficiais e materialistas. A mudança de direção usada pelo autor é um símbolo de degradação dos ideais americanos e do próprio sonho americano, ajudando a provar que a busca por riqueza e sofisticação está corrompendo a cultura americana e levando a sociedade a viver em uma “waste land” de moral.

Todos estes símbolos apresentados anteriormente – a luz verde, o espiritualismo, os olhos do Dr. T. J. Eckleburg e o trajeto leste e oeste – tem um ponto comum: mudança. A mudança é evidente nas ações e nos símbolos ocultos do romance. O primeiro fato seria o de que todas as personagens principais se mudam, mudam de casa, o caso de Tom e Daisy talvez seja o mais notável – mudam-se frequentemente de um lugar para o outro ao longo de suas vidas antes de chegarem a East Egg. Nick também se muda e se torna vizinho de Gatsby, este por sua vez, muda seu nome, o que permite que ele comece sua vida do zero, além de torná-la como a vida do próprio Deus – tudo visando seu principal objetivo de reconquistar Daisy. É possível observar também a mudança das estações, que tem uma estreita relação com as mudanças no próprio enredo do romance. O narrador e personagem, Nick Carraway, também sofre uma considerável mudança ao longo do romance, o que é mais notório em duas declarações que ele faz no final do capítulo três:

“Everyone suspects himself of at least one of the cardinal virtues, and this is mine: I am one of the few honest people that I have ever known.”

Mais tarde ele corrige sua afirmação, durante uma conversa com Jordan Baker, dizendo: “I’m thirty. I’m five years too old to lie to myself and call it honour”. Ele parece perceber que não está acima das demais personagens, é passível de mentiras e superficialidade também, mas o que o põe à parte, o que o destaca dos demais, é sua percepção de seu trigésimo aniversário, o que acontece, muito estranhamente, em meio ao clímax do romance, da grande discussão entre Gatsby, Daisy e seu marido. Entretanto, esta lembrança de Nick é bastante relevante para o enredo. Trinta anos é uma idade simbólica, pode representar a passagem da juventude para a idade adulta, assim como, a perda da inocência. Inocência esta, que é uma característica que diferencia Nick de Gatsby, o primeiro a perde, o segundo por sua vez, continua ingênuo em seu sonho: “Gatsby’s dream is a naive dream based on the fallacious assumption that material possessions are synonymous with happiness, harmony, and beauty” (FAHEY, 1973). O clímax do romance, portanto, é também o ponto crítico na vida de Gatsby e de Nick simultaneamente.

Ainda tratando das mudanças, o olhar do Dr. Eckleburg também é um ponto importante a ser considerado. Eles mudam de significado, como já dito anteriormente, ao longo do romance, inicialmente simbolizando o materialismo exacerbado, e posteriormente, são comparados aos olhos de Deus, que de forma onipresente observa e julga o quão corrompido se tornaram o sonho e os ideais americanos. E por fim, é possível observar outra mudança em curso no romance, a da direção tradicional leste – oeste, que simboliza a corrupção na América contemporânea. Pessoas se mudando do ambiente estável no oeste para a riqueza superficialista do leste. Tantos elementos de mudança descritos por Fitzgerald na obra, nada mais são do que o reflexo da mudança ocorrida na própria América e nos ideais americanos.

Todos os símbolos ocultos em “The Great Gatsby”, quando colocados e observados em conjunto, refletem a crítica de Fitzgerald e a ideia que ele busca defender: os ideais americanos e sua espiritualidade tem sido corrompidos através da busca desenfreada pela riqueza e poder material. O sonho de Gatsby fracassa devido a necessidade de obter riquezas materiais para realizá-lo. O “valley of ashes” é o presente, a América cujo sonho foi corrompido e cuja luz verde sagrada e esperançosa de Gatsby torna-se apenas uma luz verde no deque de Daisy.

“Gatsby believed in the green light, the orgastic future that year by year recedes before us. It eluded us then, but that’s no matter – tomorrow we will run faster, stretch out our arms farther … And one fine morning –

So we beat on, boats against the current, borne back ceaselessly into the past.”

O barco contra a corrente, o navegar incessantemente de volta ao passado é a tentativa de recuperar, de retomar os antigos ideais que foram se perdendo ao longo dos anos e sendo corrompidos com o passar do tempo. O que Fitzgerald quer dizer é que a esperança não está de todo perdida, só foi esquecida em algum lugar do passado.

Referências

BEWLEY, Marius.

Scott Fitzgerald’s Criticism of America, The Sewanee Review, Copyright by   The University of the South LXII, 1954.

CHANGIZI, Parisa; GHASEMI, Parvin.

Degeneration of American Dream in F. Scott Fitzgerald’s The Great Gatsby, Education Research Journal Vol. 2(2): 62 – 65, Fevereiro, 2012

FAHEY, William.

F. Scott Fitzgerald and the American Dream. New York: Thomas Y. Crowell Company, 1973.

FROEHLICH, Maggie Gordon.

Gatsby’s mentors: queer relations between love and money in The Great Gatsby. The Journal of Men’s Studies. 19.3 (Fall 2011): p209.

O Grande Gatsby. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-09-29].
Disponível em: <http://www.infopedia.pt/$o-grande-gatsby>.

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EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS

Esse tema é sempre interessante e importante no aprendizado da língua inglesa. Para o tradutor, o sentido das expressões tem papel chave na compreensão do significado e envolve a cultura do local entre outros aspectos.

Segue abaixo algumas expressões idiomáticas em inglês, confira:

“The best of both worlds”: o melhor de duas oportunidades diferentes ao mesmo tempo.

Exemplo.: “By working part-time and looking after her kids two days a week she managed to get the best of both worlds.”

“Speak of the devil”: falar de uma pessoa e esta pessoa aparece naquele momento.

Exemplo: “Hi, Tom, speak of the devil, I was just telling Marcos about your new car.”

“When pigs fly”: algo que nunca vai acontecer.

Exemplo: “When pigs fly she’ll tidy up her room.”

“To cost an arm and a leg”: algo muito caro, que “custa os olhos da cara”.

Exemplo: “Fuel these days costs an arm and a leg.”

“A piece of cake”: algo muito fácil, simples.

Exemplo: “The exam was a piece of cake.”

“To feel under the weather”: sentir-se mal.

Exemplo: “I’m really feeling under the weather today; I have a terrible cold.”

“To kill two birds with one stone”: resolver dois problemas ao mesmo tempo, “matar dois coelhos numa cajadada só”.

Exemplo.: “By taking my dad on holiday, I killed two birds with one stone. I got to go away but also spend time with him.”

“To cut corners”: fazer algo mal feito, “fazer nas coxas”.

Exemplo: “They really cut corners when they built this bathroom; the shower is leaking.”

You can’t judge a book by its cover”: “não pode julgar pelas aparências”

Exemplo: “I thought this no-brand bread would be horrible; turns out you can’t judge a book by its cover.”

“Break a leg”: “Boa sorte”.

Exemplo: “Break a leg, Sam, I’m sure your performance will be great.”

“To hit the nail on the head”: “acertar em cheio”.

Exemplo: “He hit the nail on the head when he said this company needs more HR support.”

Esse assunto já foi falado em posts anteriores, mas sempre é bom reler e aprender novas expressões! Aproveite.

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O Poder das Ideias no Cenário de Crise

O Poder das Ideias no Cenário de Crise

Por Kamila Lopes

Em tempos de crise, os quais estamos vivendo nos últimos anos no Brasil, muito se fala em falência de negócios, demissão em massa, planos de investimento sendo interrompidos, concorrência quebrando, é quase um terror psicológico.

A busca por oportunidades de emprego são como ganhar na loteria.

As grandes empresas precisam sempre tomar medidas necessárias para reduzir custos e a primeira opção é sempre corte de produção, e consequentemente corte de funcionários. Eles não precisam da mesma quantidade de pessoas para produzir menos.

Em médias e pequenas empresas o cenário varia de maneira diferente. O dono precisa pensar estrategicamente e reinventar-se. Exatamente isso! As crises são boas, pois tiram as pessoas de suas zonas de conforto e as fazem criar, reinventar, pensar, ser diferente!

O diferencial vem conquistando os mercados de sucesso atuais, ideias valem bilhões hoje em dia, e as empresas motivadas por ideias, não só de seus donos ou da alta administração, mas também de seus funcionários, com certeza não irão sofrer tanto o impacto da crise que estamos enfrentando.

Devemos sempre pensar e trabalhar as variações de negócios a nosso favor, e reconhecer qualquer problema ou desvantagem como uma oportunidade. Muitas fontes que abordam o tema, ou que citam as principais características de pessoas de sucesso, ressaltam o poder do positivismo. Pare de achar que o mundo conspira contra você e que problemas só existem em seus negócios, se você quer crescer e sair da fase atual seja criativo. Use o pensamento positivo para lhe ajudar e pensar em oportunidades de negócios, não existe receita mágica, mas existe visão estratégica e ela reúne todos esses pontos. Passar por momentos como este é fundamental para cada vez mais enrijecer a sua empresa no mercado.

A busca por conhecimento faz toda a diferença seja através de consultorias especializadas, workshops, novas tecnologias. Saiba usar o conhecimento, ressaltando que estamos falando de conhecimento e não de apenas informação. Ouça o que as pessoas, os problemas, o mercado está dizendo para você. Temos um defeito muito grande de não ouvir efetivamente. Tudo nessa vida é bagagem, mesmo que seja aquele tipo de bagagem que você decidiu não carregar mais, mas ouvir te deu a oportunidade de escolher e dizer: isso eu não quero mais!

E aprenda que, muitas vezes, perder faz parte de ganhar!

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Por que meu avô traduziu Mein Kampf?

Disponibilizamos aqui no blog a tradução de um trecho do artigo publicado pela BBC News sobre a história da tradução inglesa do livro Mein Kampf de Adolf Hitler.

Why did my grandfather translate Mein Kampf?

Por que meu avô traduziu Mein Kampf?

Tradução: Karina Ambrosano Casagrande

Whenever I tell anyone that my Irish grandfather translated Hitler’s Mein Kampf, the first question tends to be, “Why did he do that?” Quickly followed by, “Was he a Nazi?”

Sempre que conto a alguém que meu avô irlandês traduziu Mein Kampf de Hitler, a primeira pergunta costuma ser: “Por que ele fez isso?” e, em seguida “Ele era nazista?”.

Simply answered, No he wasn’t a Nazi (more on that later) and why not translate it? He was a journalist and translator based in Berlin in the 1930s and that’s how he earned his money. And surely it was important for people to know what Europe’s “Great Dictator” (apologies to Charlie Chaplin) was about?

De forma simples: não, ele não era nazista (falarei mais sobre isso) e por que não traduzi-lo? Ele era jornalista e tradutor em Berlim nos anos 30 e essa era a forma como ganhava seu dinheiro. Certamente foi importante para as pessoas saberem quem foi de fato o “Grande Ditador” da Europa (desculpas ao Charlie Chaplin).

Certainly my grandfather and many other non-Nazis thought so at the time. Let’s also not forget this was before Hitler became the most notorious figure of evil in history.

Com certeza meu avô e muitos outros não nazistas pensaram nisso naquela época. Não nos esqueçamos de que isso foi antes de Hitler se tornar a figura mais notória do mal de toda a história.

Hitler made a fortune from Mein Kampf. Not only did he excuse himself from paying tax, after he became Chancellor the German state bought millions of copies which were famously handed out to newly married couples. It’s estimated that 12 million copies were sold in Germany alone.

Hitler ganhou uma fortuna com o Mein Kampf. Não apenas deixou de pagar impostos, mas, após se tornar Chanceler, a Alemanha comprou milhões de cópias que foram amplamente distribuídas a casais recém-casados. Estima-se que 12 milhões de cópias foram vendidas somente na Alemanha.

The story of my grandfather’s translation – the first unabridged version in English, which was eventually published in London in 1939 – is an intriguing one. It involves worries about copyright, sneaking back into Nazi Germany to rescue manuscripts and a Soviet spy.

A história da tradução de meu avô – a primeira versão integral em inglês, que foi finalmente publicada em Londres em 1939 é uma história intrigante. Envolve preocupações sobre direitos autorais, o retorno à Alemanha nazista para resgatar manuscritos e um espião soviético.

My grandfather, Dr James Murphy, lived in Berlin from 1929, before the Nazis came to power. He set up a highbrow magazine called The International Forum which chiefly contained translations of interviews he’d done with eminent people, including Albert Einstein and Thomas Mann. However, as the Depression worsened, he was forced to move back to the UK.

Meu avô, Dr. James Murphy, morou em Berlim desde 1929, antes de os nazistas chegarem ao poder. Ele abriu um jornal intelectual chamado “The International Forum”, que continha principalmente traduções de entrevistas feitas por ele com pessoas distintas, incluindo Albert Einstein e Thomas Mann. No entanto, com o agravamento da Grande Depressão, ele foi forçado a retornar ao Reino Unido.

Dr James Murphy, journalist, translator and polymath

Dr. James Murphy, jornalista, tradutor e polímata

While there he wrote a short book, Adolf Hitler: the Drama of his Career, which sought to explain why so many Germans were attracted to the Nazi cause.

Lá, escreveu um livro curto, “Adolf Hitler: o drama de sua carreira”, que buscava explicar por que muitos alemães foram atraídos pela causa nazista.

My grandfather returned to Berlin in 1934, where he ridiculed the garbled translations of Nazi policy statements. He was especially critical of an abridged version of Mein Kampf – about a third of the length of the original two-volume work – which had been published in English in 1933. Towards the end of 1936, the Nazis asked James to start work on a full translation of Mein Kampf. It’s not clear why. Perhaps Berlin’s Propaganda Ministry wanted to have an English version which it could release when it felt the time was right.

Meu avô retornou a Berlim em 1934, onde ridicularizou as traduções truncadas das declarações de política nazistas. Foi especialmente crítico de uma versão resumida de Mein Kampf – um trabalho de dois volumes com aproximadamente um terço do tamanho do original – que foi publicado em inglês em 1933. Quase no final de 1936, os nazistas pediram que James iniciasse o trabalho para uma tradução integral de Mein Kampf. Não se sabe o porquê. Talvez o Ministro da Propaganda de Berlim quisesse ter uma versão em inglês para que pudesse liberá-la quando achasse apropriado.

But at some point during 1937 the Nazis changed their minds. The Propaganda Ministry sequestered all completed copies of the Murphy manuscript. He returned to England in September 1938, where he quickly found British publishers keen to print his full translation – but they were worried that the Nazi publishing house, Eher Verlag, hadn’t given him the copyright. And anyway, he had left his completed work behind in Germany.

Porém, em algum momento em 1937, os nazistas mudaram de ideia. O Ministro da Propaganda confiscou todas as cópias integrais do manuscrito de Murphy. Ele retornou à Inglaterra em setembro de 1938, onde rapidamente se deparou com editoras britânicas entusiasmadas para publicar sua tradução completa – mas com medo de que a editora nazista, Eher Verlag, não houvesse concedido os direitos autorais. De qualquer forma, ele havia deixado seu trabalho todo para trás na Alemanha.

Just as he was about to set off for Berlin to sort all this out, he received a message through the German embassy in London, saying he wasn’t welcome. James was distraught. A natural spendthrift, he’d run out of money, and had great hopes for the English publication. But at this point, his wife – my grandmother – said she would go.

Bem quando estava disposto a ir a Berlim para organizar tudo, ele recebeu uma mensagem da embaixada da Alemanha em Londres dizendo que não era bem-vindo lá. James ficou consternado. Esbanjador nato, tinha gasto todo seu dinheiro e tinha colocado toda sua esperança na publicação em inglês. A esse ponto, sua esposa – minha avó – disse que iria.

“They won’t notice me,” she said, according to my father, Patrick Murphy.

“Não irão me notar,” disse ela, de acordo com meu pai, Patrick Murphy.

“So she went back into Germany and made an appointment with a Nazi official we knew in the Propaganda Ministry, a man called Seyferth,” my father says.

“Então ela voltou à Alemanha e agendou um horário com o oficial nazista que conhecíamos no Ministério da Propaganda, um homem chamado Seyferth”, conta meu pai.

Unfortunately Mary Murphy had chosen a bad day, 10 November 1938 – the morning after Kristallnacht, when Jewish shops and businesses were attacked by Nazi thugs. Nevertheless, her meeting with Seyferth went ahead.

Infelizmente Mary Murphy escolheu um dia ruim, 10 de novembro de 1938, a manhã após o Kristallnacht, quando as lojas e os negócios dos judeus foram atacados pelos criminosos nazistas. Contudo, seu encontro com Seyferth continuou.

“You know a group of Americans is working on a translation right now, so you can’t stop it coming out,” she told him. “You know my husband has done an accurate and fair translation – an excellent translation… so why not hand over the manuscript?”

“Você sabe que um grupo de Americanos está trabalhando em uma tradução nesse momento, portanto você não tem como impedi-la.” Disse ela. “Você sabe que meu marido tem feito uma tradução justa e precisa – uma excelente tradução… então porque não distribuir o manuscrito?”

Seyferth refused. “I have a wife and two daughters. Do you want me put up against a brick wall and shot?” he said.

Seyferth refutou. “Tenho uma esposa e duas filhas. Você quer que eu seja colocado diante de um muro e seja morto?”

Then Mary remembered that she had previously handed a carbon copy of a first draft of her husband’s translation to one of his secretaries, an English woman called Daphne French. She tracked her down in Berlin and, fortunately, Daphne still had the copy. Mary brought it back to London. With an American translation about to be published in the US, the race was on to get my grandfather’s translation out as quickly as possible. In March 1939, Hurst and Blackett/Hutchinson published the first British unexpurgated version of Mein Kampf.

Então Mary lembrou-se de que tinha entregado uma cópia de carbono de um primeiro rascunho da tradução de seu marido a uma de suas secretárias, uma mulher inglesa chamada Daphne French. Ela a procurou em Berlim e, felizmente, Daphne ainda tinha a cópia. Mary levou a cópia para Londres. Com uma tradução americana prestes a ser publicada nos Estados Unidos, foi uma corrida para que a tradução de meu avô saísse o mais rápido possível. Em março de 1939, a editora Hurst and Blackett/Hutchinson publicou a primeira versão inglesa não expurgada de Mein Kampf.

Hurst and Blackett’s 1939 edition of Mein Kampf

Edição de 1939 de Mein Kampf pela editora Hurst and Blackett’s

By August 32,000 copies had been sold and they continued to be printed until the presses were destroyed – by a German air raid – in 1942. A new American version subsequently became the standard translation. One copyright expert, who has written about Mein Kampf, estimates that between 150,000 to 200,000 copies of the Murphy edition were eventually sold.

Até agosto, 32.000 cópias tinham sido vendidas e continuavam a ser impressas até que as editoras foram destruídas em 1942 por um ataque aéreo alemão. Uma nova versão americana subsequente tornou-se a tradução padrão. Um especialista em direitos autorias, que tinha escrito sobre Mein Kampf, estima que entre 150.000 e 200.000 cópias da edição de Murphy foram então vendidas.

My grandfather, however, did not receive royalty payments. Hutchinson argued that he had already been paid by the German government and that the full copyright hadn’t been secured, so they could still be sued by Eher Verlag. An official letter from Germany, which turned out to be a diatribe against James Murphy, made clear Berlin disapproved of his translation. But the Germans didn’t take any action. Eher Verlag even requested complimentary copies and royalty payments. They didn’t receive them. The Murphy edition is now out of print but copies are scattered across the world and it can be found online.

No entanto, meu avô não recebeu os pagamentos de royalty. Hutchinson argumentou que ele já tinha sido pago pelo governo alemão e que os direitos autorais integrais não tinham sido assegurados, portanto ainda poderiam ser processados por Eher Verlag. Uma carta oficial da Alemanha, que acabou sendo uma crítica severa contra James Murphy, deixou clara a desaprovação de sua tradução por Berlim. Mas os alemães não tomaram ação alguma. Eher Verlag nem mesmo solicitou cópias de cortesia e pagamentos de royalty. Eles não as receberam. A edição de Murphy está agora fora de publicação, porém há cópias dela espalhadas em todo o mundo, inclusive podendo ser encontrada on-line.

O artigo original (em inglês) e integral você encontra aqui: http://www.bbc.com/news/magazine-30697262

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Milhar

Dica Spell:

Milhar, milhão, bilhão, trilhão, entre outros, são substantivos MASCULINOS. Desta forma, os artigos, pronomes ou numerais que antecedem esses substantivos devem ficar no masculino.

Segue abaixo alguns exemplos:

“Os milhares de crianças fizeram aula de teatro na escola”

“Mais de dois milhões de pessoas assistiram ao espetáculo”

“Seria capaz de fazer um milhão e meio de cupcakes”

“Tenho um milhão de ideias”

Observação quanto ao numeral MIL:

Não se usa UM ou UMA antes de MIL.

Exemplo: “Tenho mil ideias”

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A intenção por trás do título

Curiosidades sobre títulos de livros.

Quem nunca se perguntou por que tal livro tem tal nome? Quem nunca indagou por que o autor escolheu determinado título para sua obra? Braulio Tavares escreve um artigo interessante sobre o batismo dos livros. Aqui está:

A intenção por trás do título

Acidentes, ruídos e gozações já deram grandeza a muitos batismos de livros

Por Braulio Tavares

Que mistério tem um título?  Mistério nenhum, respondem milhares de autores e editores que têm um certo fetichismo em dar atenção aos títulos, achar que sempre pode haver um título melhor para aquele livro.  Ou o autor ideal que, ouvindo o título concebido e guardado há anos, seja capaz de escrever uma história à altura.

Um título é uma charada que o livro vai decifrando de pouquinho.  Nunca li “The Blue Hammer”, de Ross MacDonald, nem dei muita atenção ao seu título, mas me comovi ao ler num texto de H. R. F. Keating que o martelo azul é a veiazinha azul pulsando sob a pele de uma mulher adormecida, a namorada do detetive Lew Archer:

“Depois de algum tempo eu pude ver o pulsar ritmado em sua têmpora, a batida do martelo silencioso que queria dizer que ela ainda estava viva.  Desejei que aquele martelo azul não parasse jamais.”

O carioca Fausto Wolff tem dois livros que nunca li, mas trazem os títulos mais autobiográficos que conheço: “O Acrobata Pede desculpas” e Cai” e “O Campo de Batalha sou eu”. Imagino que muitas outras pessoas também verão suas vidas encapsuladas em títulos assim, que dizem um conceito surpreendente e nítido com a destreza de um samurai japonês executando um movimento rápido e complexo com sua espada.

Títulos Longos

Harlan Ellison foi um dos autores responsáveis pela moda de títulos longos na FC norte-americana dos anos 1960-70. Poucos, contudo, foram capazes de igualar a força de títulos seus como “A Fera que Gritou Amor no Coração do Mundo” (The Beast that Shouted Love at the Heart of the World) ou “Se Arrependa, Arlequim! Disse o Homem do Tic-tac” (Repent, Harlequin! Said the Ticktockman). O crítico Baird Searles queixou-se uma vez de que contos de FC antigamente se intitulavam simplesmente “Marooned!”, e agora ele tinha de citar “24 Vistas do Monte Fuji, por Hokusai”, de Roger Zelazny.

No Brasil parece que estamos meio em lua de mel estética com títulos longos, quase uma frase pinçada aleatoriamente no texto. “Enquanto Deus Não Está Olhando”, de Débora Ferraz (Ed. Record), “Das Paredes, Meu Amor, os Escravos nos Contemplam”, de Marcelo Ferroni (Companhia das Letras), “Barba Ensopada de Sangue”, de Daniel Galera (Companhia das Letras), “A Condição Indestrutível de ter Sido”, de Helena Terra (Dublinense), “No Inferno é Sempre Assim e Outras Histórias Longe do Céu”, de Daniela Langer (Dublinense). O título longo tem mais tempo e mais espaço para produzir sensações de familiaridade e estranheza.

Moda? Se é, espero que ninguém tente fazer um ponto a mais que David Foster Wallace e seu “Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio Que Longe de Tudo” (Getting Away From Already Pretty Much Being Away From it All). Funciona? Funciona para gente que, em vez de se sentir desencorajada, anima-se a abrir o livro e ler uma página ao acaso. Há autores que precisam só disso para fisgar um leitor.

Ruído

Um brincalhão com títulos é o grande Gene Wolfe, o criador do épico futurista “The Book of the New Sun”. Ele tem um livro de contos intitulado “The Island of Doctor Death and Other Stories and Other Stories”. Um dos contos do livro se intitula precisamente “A ilha do doutor Morte e outras histórias”, de modo que a repetição deste termo no título geral fica justificada. Wolfe também tem um livro chamado “Pandora, by Holly Hollander”. É um livro dele sobre essa personagem de Holly, uma garota esperta que escreve um livro. Wolfe faz com que a “byline” (a linha que indica a autoria da obra) fique incluído no título, com uma segunda “byline” (“by Gene Wolfe”), desta vez autêntica.

Wolfe certa vez estava comunicando à revista Locus o nome de seu novo romance, “The Citadel of the Autarch” (A Cidadela do Aautarca), que devido a uma má ligação telefônica foi anunciado como “The Castle of the Otter” (O castelo da lontra).  Wolfe gostou tanto desse título “com ruído” que acabou por usá-lo noutra obra.

Também William Burroughs sugeriu lá de Tânger o título “Naked Lust” (lascívia nua) para seu livro, que os amigos estavam publicando nos EUA: os telefones transformaram isto no hoje famoso “Naked Lunch” (Almoço nu).

Marcas

Muitos autores gostam de ter marcas registradas. John D. MacDonald usou referências às cores em todos os seus livros com o detetive Travis McGee: “The Deep Blue Good-Bye, Nightmare in Pink, The Turquoise Lament, The Dreadful Lemon Sky, The Fearful Yellow Eye”. É algo eficaz porque esses métodos mnemônicos ajudam não somente o leitor como o balconista, o livreiro, etc. Há outras marcas mais sutis.

Poucos títulos de Jonathan Carroll deixam de propor uma imagem intrigante, inquietadora: “Bones of the Moon” (ossos da Lua), “Sleeping in Flame” (dormindo nas chamas), “A Child Across the Sky”  (uma criança através do céu), “The Wooden Sea” (O mar de madeira), “Outside the Dog Museum” (do lado de fora do museu dos cães).

Há livros extraordinários cujos títulos são banais, insípidos, convencionais, frívolos, pretensiosos. Não importa. Mas se um livro tem um grande título então já é de saída um livro onde algum teto já foi tocado, mesmo que não volte a sê-lo durante o livro propriamente dito.

Fonte: http://revistalingua.com.br/textos/111/a-intencao-por-tras-do-titulo-335480-1.asp

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O PAPEL DA QUALIDADE NA ÁREA DE TRADUÇÃO – II

Por Kamila do Nascimento Lopes

A qualidade esbarra em outras áreas e está totalmente vinculada a custo, tempo e recursos. Hoje em dia, não pensar em qualidade traz consequências seriamente negativas para a empresa ou para o freelancer.

A nossa área de atuação é muito dependente de custo (orçamento) e tempo (prazos quase sempre apertados). Vem sendo parte da atuação do mercado, quando se tem que escolher entre custo, tempo e qualidade, escolher atingir custo e tempo, deixando assim a qualidade à mercê.

As condições ambientais são outra causa que influencia o trabalho de um tradutor. Assumir um trabalho que tem baixo retorno financeiro e prazo apertado gera um ‘feeling’ de stress e tensão que afeta a qualidade final do trabalho. Devemos pensar que uma vez assumido o trabalho, questões como esta não devem ‘pesar’, pois deveriam ter sido consideradas antes de fechar o job, porém nem sempre é essa a realidade.

No contexto de empresas de tradução, o índice de retrabalho é maior ainda, gerando mais consumo de tempo e menos dinheiro em caixa.

A falta de recursos qualificados vem se transformando em um problema frequente, e cabe ressaltar aqui que qualificado não se limita apenas à skill, competências, certificados e etc., mas sim ao comprometimento dos recursos, ao cumprimento de prazos e ao engajamento que ele tem com a empresa.

Todos esses fatores mencionados acima assolam o campo das traduções e em época de crise, repensar no modo como estamos atendendo nossos clientes é fundamental para fazer o diferencial, seja você uma empresa ou um freelancer.

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O Papel da Qualidade na Área de Tradução

O Papel da Qualidade na Área de Tradução

Por Kamila do Nascimento Lopes

A qualidade se faz instrumento fundamental em qualquer processo, trabalho/serviço e projeto nos dias atuais. As pessoas buscam qualidade, inclusive a própria realidade brasileira já passa por processo de transformação de conceitos com relação a isso. O povo exige ‘qualidade’ dos departamentos governamentais para educação, saúde, tecnologia e a gama só faz aumentar.

Satisfazer as necessidades e consequentemente agradar o cliente final é um dos fatores que confirmam que o projeto foi bem sucedido, em outras palavras, que a tradução realizada ou serviço prestado, atingiram um nível satisfatório, que provavelmente vocês irão voltar a fazer negócios e que seu nome será recomendado.

2.1 Conceito de Qualidade

De acordo com o PMBok (uma das grandes referências na área de gerenciamento de projetos), página 227, 5ª edição, o gerenciamento da qualidade é:

“[…] determine quality policies, objectives, and responsibilities so that the project will satisfy the needs for which it was undertaken” (grifos meus).

Aplicando todas essas definições na área de tradução, deve-se colocar peso dobrado para a função da qualidade no processo, os clientes finais são mais exigentes e os requisitos vão desde a escolha do recurso até a finalização do processo.

“In discussions about translations (as products) and translation (as an activity) the question of quality has always been one of top priority. It has been repeatedly said that the aim of each translation activity is to produce a good translation, a good target text (TT).” (Schäffner, Cristina)

Na área de tradução o conceito de qualidade aborda técnicas simples de garantia de qualidade, de forma a entregar um trabalho que seja aceitável pelo cliente final, levando em consideração terminologia específica do cliente, estilo de tradução, mínimo aceitável de erros na tradução e fluência/linguagem adequadas.

Ainda em nosso campo de atuação existem duas vertentes de qualidade que devem ser consideradas distintamente:

- Qualidade na visão da Empresa de Tradução

- Qualidade na visão do Freelancer

Para empresas de tradução a qualidade abrange a confiança e a qualidade de seus recursos na hora de selecionar quem irá assumir o job. O trabalho é feito por um recurso interno ou externo e ainda assim há a etapa de certificação de qualidade, em que outro recurso (diferente) é designado a fazer Proofreading ou uma Revisão mais detalhada do conteúdo para garantir a qualidade satisfatória final.

Para Freelancers todas essas etapas ficam como responsabilidade da própria pessoa, de acordo com o que ela julgar necessário.

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Snoopy

Hoje quem completa 47 anos de vida é o Snoopy!

O mais famoso beagle contempla a vida deitado em cima de sua casa, escreve romances, viaja para a lua e diverte-se com a turma do Charlie Brown.

Curisidade: Snoopy lê “Guerra e Paz”! Ele lê uma palavra por dia.

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